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07/11/2006 - 19h29

Peruanos pedem ao governo atitude agressiva no caso Fujimori

LIMA (Reuters) - Um grupo de familiares de vítimas de casos de violação dos direitos humanos exigiu nesta terça-feira que o governo peruano adote uma atitude mais agressiva para conseguir a extradição do ex-presidente Alberto Fujimori, que esta semana completou um ano no Chile.

Fujimori governou o Peru entre 1990 e 2000 e é requerido pela justiça local para que responda por acusações que vão desde corrupção até a violação dos direitos humanos.

"Lamentavelmente, como familiares sentimos que o Estado tem deixado de lado essa atitude ativa, participativa neste processo", disse na porta do Ministério da Justiça Gisela Ortiz, cujo irmão foi assassinado na matança de "La Cantuta", executada em 1992 por um grupo paramilitar.

"Este também é um processo político", completou ela, cercada por outros manifestantes que carregavam cartazes e fotos de seus familiares.

Alguns setores no Peru acusam o governo do social-democrata Alan García de falta de ação e desinteresse pelo processo de extradição, mas as autoridades asseguram que seu objetivo é não interferir no processo para não favorecer Fujimori.

O juiz chileno Orlando Alvarez encerrou na segunda-feira suas investigações e disse que antes do fim de ano pode anunciar sua decisão sobre o pedido de extradição contra o ex-presidente, de 68 anos.

"Nós pedimos ao Estado chileno que devolva este assassino porque os mortos são peruanos, não chilenos", disse Raida Cóndor, que perdeu seu filho na matança de "La Cantuta".

Fujimori, que nega as acusações contra ele, está em liberdade sob custódia em Santiago, onde chegou surpreendentemente em novembro de 2005 após permanecer cinco anos no Japão.

(Por María Luisa Palomino)

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