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10/11/2006 - 15h02

Após derrota, republicanos buscam inspiração na era Reagan

Por Joanne Kenen

WASHINGTON (Reuters) - Para contemplar o futuro depois da estrondosa derrota nas eleições parlamentares, em que perderam o controle do Congresso dos Estados Unidos, alguns republicanos estão recorrendo ao passado e buscando inspiração nos dias de glória do presidente Ronald Reagan.

"Estamos perdidos porque nos afastamos dos princípios de governo limitado que marcaram o Congresso republicano", escreveu o deputado Mike Pence para seus colegas, depois de os democratas terem conquistado o controle da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições de terça-feira.

O republicano por Indiana, uma figura importante na ala conservadora da Câmara, que pretende assumir uma posição de liderança dentro do partido, descreveu-se como alguém que quer ser "uma voz persuasiva e com credibilidade para a agenda Reagan".

"Chegou o momento de retomar os ideais que nos levaram à maioria", disse John Shadegg, do Arizona, numa citação ao Contrato com a América, de 1994, o manifesto dos herdeiros ideológicos de Reagan. Shadegg também está em busca de um papel de liderança.

Assim como Pence, Shadegg e outras personalidades estão fazendo manobras para conseguir influenciar o novo Congresso controlado pelos democratas. Os temas republicanos dominantes são disciplina fiscal, cortes de impostos e valores conservadores. Não se está falando muito sobre o Iraque ou sobre política externa.

Até agora, nenhum moderado republicano se apresentou na arena da luta pela liderança, e a única moderada que fazia parte do círculo, Deborah Pryce, de Ohio, anunciou estar deixando a liderança, depois de ter sido reeleita com muita dificuldade.

Mas alguns integrantes da ala cada vez menor de republicanos moderados estão se manifestando, pedindo que o partido se aproxime do centro, já que as eleições mostraram que é ali que muitos eleitores se sentem mais confortáveis.

O deputado republicano pelo Delaware Mike Castle, um dos centristas mais respeitados do partido, disse que os eleitores mandaram um recado sobre o Iraque, sobre a ética e sobre o governo Bush. Os republicanos deveriam encarar a eleição como um "levante sísmico", disse ele.

"Não acho que dê para curar nada disso retornando para Ronald Reagan", disse ele, acrescentando que os parlamentares deveriam se concentrar em questões como abusos de lobistas, meio ambiente, energia, educação e gastos públicos. "Não acho que precisemos de muito mais votos nas chamadas questões conservadoras sociais."

Mas Joe Barton, do Texas, que também está pensando em entrar na corrida pela liderança, não acha que voltar a Reagan seja uma posição exagerada. "Nosso partido não sofre do problema de ser uma coleção efervescente de interesses superficiais, com idéias tão distorcidas que entram em atrito entre si e dão arrepios nos americanos", disse Barton. "Os republicanos jamais serão assim."

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