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13/11/2006 - 09h19

Olmert vai debater política pós-eleitoral com Bush

Por Jeffrey Heller

WASHINGTON (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, manifestou confiança antes do encontro com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nesta segunda-feira, de que o apoio norte-americano a Israel vai continuar forte com o Congresso democrata.

A preocupação de Israel com o programa nuclear do Irã, as medidas palestinas para a formação de um governo de união que substitua a administração liderada pelo Hamas e a guerra dos EUA no Iraque são prováveis destaques da agenda.

Olmert disse que tentará obter de Bush uma visão pós-eleitoral da política dos EUA em seus últimos anos na presidência, mas afirmou não acreditar na diminuição do forte apoio de Washington a Israel.

"O apoio a Israel é tradicionalmente bipartidário. Não vejo nada mudando nos próximos dois anos que possa alterar o balanço do sentimento em relação a nós", disse Olmert a repórteres que o acompanharam no vôo para Washington, no domingo.

Em preparação para o encontro com Bush, Olmert teve um jantar de trabalho com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, no domingo.

Antes, ele disse a repórteres que Teerã deve ter medo das consequências se não cumprir as exigências internacionais sobre o seu programa nuclear.

"Se alguém quiser fazer um compromisso com o Irã, ele precisa entender que o Irã não está disposto a fazer isso, a não ser que fique com medo", disse Olmert. "Israel tem várias opções, que não estou disposto a discutir."

No mês passado, Olmert disse que haverá um "preço a ser pago" se o Irã rejeitar todos os acordos.

Israel, que é considerado o único país do Oriente Médio com armas nucleares, teme que se o Irã conseguir bombas atômicas ameaçará sua existência.

O Irã afirma que pretende usar seu programa de enriquecimento de urânio somente para a geração de eletricidade, mas o presidente Mahmoud Ahmadinejad pediu a destruição de Israel.

Teerã também advertiu no domingo que sua Guarda Revolucionária vai responder rapidamente se Israel atacar a República Islâmica.

EXIGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Olmert esteve em Washington pela última vez em maio, dois meses depois de uma eleição que levou o seu partido Kadima, de centro, ao poder.

Sua viagem atual acontece logo após a eleição dos EUA que deu a maioria aos democratas no Congresso e provocou especulações em Israel de que Bush, enfraquecido por retrocessos no Iraque, pode tentar terminar sua presidência com progresso no tema entre israelenses e palestinos.

Olmert reiterou que o Hamas, que chegou ao poder em março, precisa primeiro cumprir as exigências dos EUA, de Israel e internacionais de renunciar à violência, reconhecer Israel e aceitar os atuais acordos de paz. O Hamas recusa.

O grupo islâmico abriu negociações com a Fatah, facção do presidente Mahmoud Abbas, sobre mudanças no gabinete em um governo de união, que os palestinos esperam que leve à restauração da ajuda estrangeira direta à Autoridade Palestina, que foi cortada.

Em comentários aos repórteres, Olmert manifestou mais uma vez cautela em relação a uma retirada apressada dos EUA do Iraque. "Se, e quando, os EUA decidirem mudar sua atitude em relação ao Iraque, terá que avaliar as ramificações de cada tipo de retirada", disse.

Olmert voa a Los Angeles na terça-feira para falar à 75a Assembléia Geral de Comunidades Judaicas Unidas na América do Norte.

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