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19/11/2006 - 13h10

Irã cita diplomata argentino por ordem de prisão de Rafsanjani

TEERÃ (Reuters) - O Irã citou o representante de assuntos argentinos no país para protestar contra o pedido da Argentina de prisão de um ex-presidente iraniano acusado de ordenar o ataque de 1994 contra uma organização judaica em Buenos Aires, informou no domingo a televisão estatal.

Um diplomata argentino confirmou que o representante da Argentina no Irã, Mario Quinteros, foi citado no sábado pelo ministério de Relações Exteriores do Irã, mas não deu detalhes.

Este é o mais recente desdobramento de uma disputa sobre o atentado à bomba contra um centro judaico de Buenos Aires que matou 85 pessoas. O desentendimento entre os dois países tem sido alimentado por novas acusações argentinas de que autoridades iranianas planejaram o ataque.

O juiz federal argentino Rodolfo Canicoba Corral ordenou este mês um mandato de prisão internacional contra o ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani e oito outros iranianos acusados de planejar o ataque.

"O Irã expressou forte protesto contra o ato irresponsável do juiz argentino sobre a emissão de tal mandato", informou a televisão estatal, acrescentando que a medida vai contra "o procedimento legal e judicial".

O representante do ministério de Relações Exteriores do Irã Safarali Eslamian disse ao funcionário argentino: "O apoio da América e de Israel a este ato do juiz claramente indica um acordo por debaixo da mesa para incriminar o Irã", informou a televisão iraniana.

O Irã tem repetidamente negado qualquer envolvimento com o ataque em Buenos Aires e responsabilizou anteriormente seus dois inimigos declarados, EUA e Israel, por tentarem implicar a república islâmica.

O ministro argentino de Relações Exteriores pediu na segunda-feira para o representante da chancelaria iraniana explicar informações de que um importante promotor do Irã emitiu mandatos de prisão contra autoridades argentinas. Ele também entregou uma carta rejeitando as críticas do Irã às investigações do ataque.

No atentado de 1994, um caminhão com explosivos foi detonado perto do prédio de sete andares da Associação Mutual Israelita Argentina (Aima) em Buenos Aires, um símbolo da comunidade judaica no país, a maior da América Latina.

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