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05/12/2006 - 18h43

Saddam diz a juiz que não irá mais ao tribunal

AMÃ (Reuters) - Saddam Hussein escreveu ao juiz do processo em que ele é acusado de genocídio étnico curdo para lhe dizer que não vai mais às sessões do tribunal em protesto por ter sido várias vezes impedido de falar, disse seu principal advogado na terça-feira.

Na carta entregue a um advogado da defesa que o viu na segunda-feira, o ex-líder iraquiano disse que ele e sua equipe de defesa não puderam "esclarecer a verdade" sobre seu papel em uma campanha militar que matou até 180 mil pessoas.

Saddam, que aguarda o resultado de uma apelação contra uma pena de morte de um caso separado pelo assassinato de xiitas na década de 1980, ficou furioso quando o juiz se recusou a lhe dar uma oportunidade para refutar as alegações da promotoria de que ele teria obtido de maneira fraudulenta 10 bilhões de dólares de recursos estatais.

"Quando eu tentei esclarecer o que aconteceu ao levantar minha mão três vezes, não tive nenhuma chance", escreveu Saddam na carta, escrita à mão e divulgada por seus advogados.

O chefe do conselho de defesa, Khalil Dulaimi, disse que a recusa de Saddam de participar de qualquer audiência futura reflete a crença do ex-líder de que lhe foi negado o direito de se defender apropriadamente.

"Então digo a vocês que não posso aceitar esses insultos contínuos de vocês e de outros...e peço a vocês que me livrem de participar das sessões desta nova farsa e vocês podem fazer o que quiserem", disse Saddam na carta.

O julgamento de Anfal começou em uma corte de Bagdá no dia 21 de agosto e ouviu mais de 70 testemunhas em 27 audiências.

Os promotores devem apresentar documentos na quarta-feira ligando Saddam ao assassinatos de curdos, disseram autoridades da corte.

REUTERS CM

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