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22/12/2006 - 15h35

Lula diz que mínimo terá ganho real todo ano no segundo mandato

Por Ricardo Amaral

BRASÍLIA (Reuters) - No dia em que o Congresso aprovou o Orçamento da União para 2007, com uma previsão de reajuste do salário mínimo para 380 reais (8,5 por cento de aumento), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que dará aumentos reais do salário nos próximos quatro anos.

"Estou determinado a recuperar o poder aquisitivo do salário mínimo. Enquanto eu for presidente, todo ano vou subir um pouquinho", disse Lula em café-da-manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

No acordo com as centrais sindicais que fixou o novo valor (contra a proposta de 367 reais, do Ministério da Fazenda), o governo se comprometeu a fazer reajustes anuais com base na variação do PIB mais a inflação do período anterior.

A nova política do mínimo, que deve ser apresentada ao Congresso na forma de projeto de lei, também estabelece uma progressão anual da data-base do reajuste, que era feito em maio. Em 2006 e 2007 o reajuste incide sobre salários de abril e irá mudando gradualmente até chegar ao mês de janeiro.

"Algumas pessoas reclamaram, como se o salário mínimo atrapalhasse alguma coisa nesse país. É só ir ao Carrefour, ao Extra (supermercados), à rua 25 de Março (centro comercial de São Paulo), para ver como as pessoas estão comprando", disse o presidente.

Lula disse que o mínimo "é a melhor forma de distribuição de renda que existe no país". Para ele, não ha contradição entre promover o crescimento (com investimentos públicos), aumentos de salários e programas sociais.

"Não vejo esse sofrimento de ter escolher entre o crescimento e o Bolsa Família, que é uma política auxiliar para as pessoas mais pobres até que a gente consiga encontrar trabalho para elas", disse o presidente aos jornalistas.

RESPONSABILIDADE Lula não quis se comprometer com a meta de crescimento de 5 por cento do PIB, que ele havia fixado na campanha eleitoral, mas disse que termina o primeiro mandato com "o dever cumprido" em matéria econômica.

"Se vai ser cinco por cento, não sei. Eu quero crescer mais, mas não vou me apegar a um número", afirmou.

Lula disse que resolveu adiar o pacote de medidas para o crescimento econômico, que sua equipe vem preparando há quase dois meses, porque "a população agora está com a cabeça no Natal, no pacote do presente".

"O crescimento não depende apenas das medidas da iniciativa privada ou do governo, também depende do estado de espírito da sociedade, da crença das pessoas", afirmou Lula.

No café com os jornalistas, o presidente repetiu que o objetivo do pacote é garantir investimentos para a área de infra-estrutura, mas não quis dizer de onde virá o dinheiro.

"Crescer não significa destruir a economia de um país, fazer uma aventura. Significa definir um rumo para quatro anos e são exatamente esses rumos que nós vamos anunciar no começo do ano", afirmou.

(Por Ricardo Amaral)

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