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26/12/2006 - 18h58

Venezuela nega influência no conflito entre Equador e Colômbia

CARACAS (Reuters) - A Venezuela afirmou na terça-feira que não influenciou o presidente eleito do Equador, Rafael Correa, para que cancelasse uma visita a Bogotá, e pediu explicações à Colômbia, por causa das declarações de um ministro que insinuou haver influência da Venezuela nessa decisão.

Correa cancelou a visita na semana passada, depois de ir a Caracas, em protesto contra a manutenção das pulverizações feitas pela Colômbia em áreas de fronteira, para destruir cultivos de coca.

O ministro colombiano do Interior, Carlos Holguín, ironizou a "coincidência" de Correa ter tido "uma mudança de atitude depois de reunir-se com (o presidente venezuelano) Hugo Chávez", segundo o jornal colombiano El Tiempo.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que as declarações de Holguín "não correspondem às relações de amizade e respeito que permanentemente o governo do presidente Chávez dá ao governo da Colômbia".

Maduro negou que tenha havido influência de Chávez na decisão de Correa, e pediu à sua colega colombiana, María Consuelo Araújo, que esclareça a posição de Bogotá.

"Aspiramos a que, de maneira muito rápida, haja um esclarecimento sobre esse tema e que não se repitam as circunstâncias", afirmou.

O Equador retirou seu embaixador de Bogotá e ameaça ir à Justiça internacional contra seu vizinho pela pulverização de herbicidas em cultivos de coca na fronteira comum, de 586 quilômetros.

Quito alega que o herbicida afeta cultivos legais, a flora, a fauna, as fontes de água e a saúde dos habitantes da região.

(Por Patricia Rondón Espín)

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