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14/01/2007 - 13h24

Direita francesa nomeia Sarkozy como candidato a presidente

Por Jon Boyle

PARIS (Reuters) - O partido do governo da França, o UMP, nomeou oficialmente o ministro do Interior do país, Nicolas Sarkozy, como seu candidato para a eleição presidencial em que desafiará a socialista Segolene Royal.

Sarkozy, único candidato da prévia, ganhou endosso de 98,1 por cento dos votos, o que significa 69,06 por cento do total dos membros do partido.

Antes da eleição, Sarkozy fez um apelo por união para tentar acabar com semanas de disputas dentro do direita.

Repetidos ataques do presidente Jacques Chirac e do primeiro-ministro Dominique de Villepin ressaltaram sua imagem estridente e incentivaram as suspeitas de que ficariam felizes em ver a derrota do ministro do interior em maio.

Villepin participou rapidamente do evento do partido em Paris e conversou com Sarkozy, mas deve boicotar o discurso de aceitação da candidatura. Sua rejeição em votar para o candidato da direita foi criticada por deputados do UMP na semana passada.

Sarkozy, cuja imagem de durão e linguagem direta são vistas por seus inimigos políticos como sua maior fraqueza, exortou os 80.000 membros do partido a aceitarem todos -- em clara referência a Villepin.

"Entendemos que uma grande família é a soma de suas diferenças", disse Sarkozy, vestido de maneira informal, com camisa aberta e jaqueta, no início do evento.

"Peço para que respeitem uns aos outros...e peço para aceitarem com calor todos os que vieram aqui, porque precisarei de todos os que vierem, você precisarão deles, a França precisará deles."

Pesquisas recentes sugerem que Royal pode ganhar de Sarkozy em 6 de maio e tornar-se a primeira mulher a ser chefe de estado da França.

PREOCUPAÇÃO

Uma pesquisa da empresa Ifop para a publicação semanal Journal du Dimanche deste domingo mostrou que uma grande maioria acha que ela tem condições de ser presidente e 51 por cento dizem que Sarkozy preocupa.

A passagem da ex-rival, a ministra da defesa Michele Alliot-Marie, para o seu lado pode ajudar a ganhar apoio de conservadores tradicionais e de centristas que não se impressionam com suas reformas econômicas, posição pró-EUA e retórica dura sobre lei e imigração.

O lema de sua campanha: "Juntos, tudo torna-se possível", mostra Sarkozy na frente de um cenário rural para projetar uma imagem mais leve e consensual.

Mas a escala do evento de 4,5 milhões de dólares provocou críticas de ecologistas no momento em que temas sociais, como emprego e moradia, dominam as mentes dos eleitores.

"Sarkozy nem sempre entende como suas demonstrações de força dentro do partido podem amedrontar eleitores moderados e mobilizar a mentalidade de 'qualquer um, menos Sarkozy"', disse Christophe Barbier, editor do L'Express.

"No segundo turno, sempre ganha a pessoa menos odiada."

Mas alguns aliados advertiram Sarkozy a manter suas posições.

"Se eu pudesse dar um conselho, diria: Deixe Sarkozy ser Sarkozy", afirmou Edouard Balladur, amigo e ex-primeiro ministro.

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