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16/01/2007 - 01h44

Prognóstico de Fidel Castro é grave, diz jornal espanhol

MADRI (Reuters) - O líder cubano, Fidel Castro, sofre de diverticulite e seu prognóstico é "muito grave", disse na terça-feira o jornal espanhol El País citando duas fontes médicas de um hospital de Madri, cujo chefe de cirurgia visitou o presidente de Cuba.

Castro, de 80 anos, tem uma grave infecção no intestino grosso e foi submetido ao menos a três operações frustradas que resultaram em complicações, disse o jornal em sua edição publicada na Internet.

"Uma grave infecção no intestino grosso, pelo menos três cirurgias frustradas e várias complicações mantêm (...) Castro com o prognóstico muito grave", disse o jornal.

A diverticulite é uma inflamação das paredes internas do intestino.

Fidel não é visto em público desde o dia 26 de julho, cinco dias antes de transferir temporariamente o poder em Cuba para seu irmão Raúl.

Se confirmadas, as informações publicadas na terça-feira pelo El País seriam os primeiros detalhes sobre a saúde do líder cubano.

O jornal cita duas fontes médicas do hospital Gregorio Marañón, de Madri, cujo chefe de cirurgia, José Luis García Sabrido, visitou Fidel em dezembro.

"Castro foi submetido a uma primeira operação na qual foi tirada uma parte do intestino grosso afetada pela diverticulite", disse o jornal.

Após sua visita a Fidel, García Sabrido negou as versões dos Estados Unidos, inimigo histórico de Cuba, de que o líder comunista sofreria de câncer.

De acordo com o jornal espanhol, após extirpar parte do intestino grosso, os médicos cubanos tentaram conectá-lo diretamente ao reto, mas a operação fracassou e filtrou material fecal para o abdômen, causando outra infecção.

"Os médicos limparam e drenaram a zona infectada e realizaram uma ileostomia (a abertura de um orifício no abdômen e a instalação de uma bolsa que recolhe as fezes)", disse o jornal.

Isso também não deu resultado e Fidel teve de voltar à mesa de cirurgia para a instalação de uma prótese, que também não funcionou e teve de ser substituída por uma fabricada na Espanha.

As fontes do El País garantiram que, em dezembro, o presidente cubano tinha de drenar artificialmente mais de meio litro de fluídos ao dia, o que fez com que Fidel perdesse nutrientes.

Na segunda-feira, um diplomata disse à Reuters que Castro tinha problemas de cicatrização da ferida deixada pela cirurgia intestinal a que ele se submeteu.

Funcionários cubanos em Havana não quiseram comentar as declarações.

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