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29/01/2007 - 14h50

Israel pode ter violado acordo sobre bombas de fragmentação--EUA

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram na segunda-feira que Israel pode ter violado um acordo com Washington ao usar bombas de fragmentação de fabricação norte-americana durante a guerra contra o Hezbollah, no Líbano, no ano passado.

"Houve violações prováveis", disse o porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack. Segundo ele, um relatório secreto e preliminar estava sendo enviado pelo departamento para o Congresso dos EUA na segunda-feira. No documento haveria possíveis violações do "acordo de uso" desse tipo de bomba entre EUA e Israel. Ele não quis dizer de que forma Israel havia violado as normas.

Uma investigação foi aberta no ano passado depois dos relatos de que três tipos de bombas de fragmentação de fabricação norte-americana foram encontrados no sul do Líbano, e que civis morreram por causa delas.

As bombas de fragmentação libertam várias minibombas, que se espalham. A ONU (Organização das Nações Unidas) já pediu a suspensão do uso desse tipo de armamento em áreas povoadas.

Israel defende seu direito a usar bombas de fragmentação e diz que só as utiliza de acordo com as leis internacionais.

Segundo a Lei de Controle de Exportação de Armas dos Estados Unidos, se o governo norte-americano achar que um país violou acordos sobre como os armamentos devem ser usados, tem de elaborar um relatório e enviá-lo para o Congresso.

"É uma conclusão preliminar e, como também envolve os acordos sobre o uso (de munições), que são secretos, não posso entrar em detalhes", disse McCormack.

O porta-voz afirmou que o governo israelense vem sendo "transparente" no fornecimento de informações para a elaboração do relatório, que também se baseou em outras fontes não-especificadas.

"Isso não é um julgamento final... mas levamos nossas obrigações sob a lei muito a sério", disse ele. "Não nos escondemos dos fatos".

Agora o Congresso é que tem de decidir se tomará alguma providência contra Israel ou se são necessárias mais informações, disse McCormack.

Os Estados Unidos e a Itália estão entre os países que tentam remover as dezenas de milhares de explosivos liberados pelas bombas de fragmentação no sul do Líbano. Muitas vezes, as bombas menores acabam não sendo detonadas, o que representa um enorme perigo para os civis desalojados que tentam voltar para casa, depois da guerra que durou 34 dias entre julho e agosto de 2006.

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