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05/02/2007 - 12h30

ENTREVISTA-Europa pode ver mais casos de gripe aviária

Por David Evans

PARIS (Reuters) - A Europa pode ser palco, neste inverno, de novos casos de gripe aviária provocada pelo vírus H5N1, mas a situação não será tão grave quanto a verificada no ano passado e ainda não há necessidade de proibir a criação de aves no campo, afirmou na segunda-feira um especialista da área de saúde animal.

O primeiro caso da doença entre aves de criação da Grã-Bretanha apareceu neste final de semana, colocando a Europa continental em alerta para novos surtos da doença fatal depois da crise verificada no inverno passado.

"É normal haver a expectativa de que haja mais surtos. Mas, com base nas informações de que dispomos neste momento, pode-se prever um número muito menor de casos do que o verificado antes", afirmou à Reuters Bernard Vallat, chefe da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

"Não encontramos aves selvagens mortas. A população de aves selvagens pode estar contaminada, mas de uma forma totalmente diferente da verificada no ano passado", disse Vallat, em uma entrevista concedida por telefone.

A gripe aviária atingiu a Europa no inverno do ano passado (dezembro a janeiro), levando muitos países a proibir os criadores de deixarem aves soltas e detonando uma retração nas vendas e uma crise no setor.

Cientistas sugeriram que as aves migratórias desempenhariam um papel importante na disseminação do H5N1, que surgiu na Ásia e já matou mais de 160 pessoas no mundo todo, desde 2003.

A doença, de toda forma, continua a atingir principalmente animais e, segundo especialistas, a carne e os ovos bem cozidos não representam perigo nenhum à população humana.

A Europa registrou um número muito menor de casos neste inverno. Além da Grã-Bretanha, a Hungria foi o único país da região a ser palco de um surto da doença neste ano.

A Holanda reagiu rapidamente ao caso surgido no leste da Inglaterra e, na segunda-feira, mandou seus criadores manterem suas aves em locais fechados, argumentando que seu território fica perto da área inglesa atingida pela doença.

"Eles estão sendo precavidos. Essas são decisões antes políticas do que técnicas", afirmou Vallat.

Outros países europeus disseram estar avaliando o risco imposto pelo caso surgido na Grã-Bretanha, mas poucos prevêem que as proibições sejam retomadas.

"É óbvio que as medidas adotadas no ano passado para evitar a disseminação do vírus entre as aves de criação não são ainda necessárias", disse o especialista.

Segundo Vallat, não há informações suficientes para saber como o vírus chegou aos perus contaminados na Grã-Bretanha. Mas pode ter havido contado com aves selvagens portadoras do vírus ou algum tipo de contato acidental com alimentos, roupas ou veículos contaminados.

Vallat notou, porém, que os dois casos recentes verificados na Europa aconteceram depois de uma temporada de frio mais intenso ocorrida em janeiro e que obrigou algumas aves selvagens a saírem de seu habitat normal.

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