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22/02/2007 - 16h57

Presidente da Colômbia é acusado de omissão em caso de sequestro

BOGOTÁ (Reuters) - A mãe da política Ingrid Betancourt, cujo sequestro pela guerrilha colombiana completa cinco anos na sexta-feira, acusou o presidente Alvaro Uribe de lançar uma cortina de fumaça sobre o paradeiro de sua filha para se livrar da pressão internacional. Uribe admitiu na quarta-feira a possibilidade de Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ter sido retirada do país por seus sequestradores e levada a um país vizinho, mas não revelou mais detalhes.

A Colômbia faz fronteira com Venezuela, Brasil, Peru, Equador e Panamá, países para onde ocasionalmente passam colunas de guerrilheiros para fugir da perseguição do Exército, segundo fontes de segurança.

"A primeira coisa que pensei é que há uma cortina de fumaça, porque naturalmente há muitas pressões de toda a mídia neste momento", disse à Reuters Yolanda Pulecio, mãe da política de 45 anos, sequestrada em 23 de fevereiro de 2002.

"O medo que tenho é que não seja verdade e que continuem com as operações militares. Se a tiraram ... que esteja em maior segurança fora do país, se Deus quiser", afirmou Pulecio. Segundo ela, seu coração de mãe lhe diz que Ingrid está "viva e bem".

Uribe recebeu autorização internacional, principalmente de governos europeus como França, para realizar um acordo com a guerrilha que permita a liberação de Betancourt, que se transformou em um símbolo do sequestro.

Ingrid faz parte de um grupo de 61 reféns que as Farc, a maior guerrilha de esquerda do país, tentam trocar por milhares de rebeldes presos.

"COM FORÇA SEMPRE"

As Farc exigem que Uribe retire o Exército e a polícia das cidades do sul do país, em uma zona montanhosa de 780 quilômetros, para que seus delegados e os do governo se reúnam e negociem um acordo que permita a liberação dos reféns e dos rebeldes detidos.

Mas o presidente se opõe a desmilitarizar a área exigida pela guerrilha, que por meio de um enviado notificou que não estava disposta a negociar seu governo. Com isso, Uribe mandou apertar a perseguição militar contra os rebeldes.

Pulecio admitiu ter medo de que sua filha venha a morrer durante uma operação militar, como ocorreu em maio de 2003 com o então governador de Antioquia, Guillermo Gaviria, o ex-ministro da Defesa Gilberto Echeverri e oito militares, baleados pelas Farc para impedir seu resgate.

"Ingricita: Tem que saber que estamos lutando com todos os meios para poder conseguir tua liberdade sem colocar em risco a tua vida, que Deus te cuide, que Deus te proteja meu amor", disse a mãe dela.

O sequestro de Betancourt despertou grande atenção na Europa, principalmente na França, país que ofereceu ajuda para que se consiga um acordo para libertar os reféns .

A política colombiana possui nacionalidade francesa e foi nomeada cidadã de honra em várias cidades da França, onde é considerada uma heroína.

(Por Luis Jaime Acosta)

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