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28/02/2007 - 08h27

Mercados asiáticos derrapam, mas recuperam de quedas iniciais

SÃO PAULO (Reuters) - Investidores derrubaram mais uma vez as ações nos mercados asiáticos e os bônus de mercados emergentes nesta quarta-feira, dando sequência ao processo de venda iniciado na China na véspera.

Mas os sinais de que a força do processo de venda enfraqueceu, ao menos por hora, deixaram os investidores mais calmos.

Em Xangai, as ações passaram por um rali, enquanto outros mercados asiáticos caíram, mas em ritmo menor do que o registrado no início da sessão.

A bolsa de valores de Tóquio encerrou o pregão desta quarta na maior queda em oito meses.

O volume de negócios foi recorde e o índice mais amplo da bolsa, o Topix, perdeu quase 156 bilhões de dólares em valor de mercado, mais do que o produto interno bruto da Venezuela em 2005.

As ações da Nikko Cordial foram as mais atingidas pelo movimento de venda, despencando 14,9 por cento depois que um jornal publicou que a corretora deve ser retirada da bolsa após um escândalo contábil.

As perdas do mercado fizeram a bolsa de Tóquio limitar os negócios e suspender brevemente os futuros do Topix.

"Isso realmente dói", disse Tatsutyuki Kawasaki, diretor de ativos da Kaneyama Securities. "A pergunta é se Nova York será capaz de se recuperar. Se não conseguir, os investidores começarão a buscar motivos por trás de toda essa venda."

O índice Topix caiu 3,2 por cento, para 1.752 pontos, na maior queda percentual desde junho de 2006. O Nikkei perdeu 2,85 por cento, para 17.604 pontos, também a pior queda em oito meses.

Junichi Misawa, gerente sênior de fundos da STB Asset Management, disse que o Nikkei já estava perto de sofrer uma correção depois de ter atingido o maior pico em sete anos esta semana. Ele definiu como justo para o índice um valor perto de 17.500 pontos. "O mercado recebeu um alerta", disse Misawa.

Mesmo após a venda generalizada, o Topix continua valorizado este ano em 4,3 por cento, superando o desempenho do índice europeu FTSEurofirst 300, que avançou 1,5 por cento, e o indicador Standard & Poor's 500, que registra baixa de 1,4 por cento.

Confira como se comportaram outros mercados da Ásia:

XANGAI

O principal índice da bolsa de valores da China subiu quase 4 por cento nesta quarta-feira, recuperando mais de um terço das perdas sofridas na terça-feira, quando registrou a maior queda em uma década. O índice Xangai Composite, que acabou disparando uma sequência de queda nos mercados em todo mundo na terça-feira quando despencou 8,84 por cento, fechou em alta de 3,94 por cento, aos 2.881 pontos.

Fundos mútuos locais, que acreditam que a corrida para realização de lucros de terça-feira não foi o anúncio de uma queda de longo prazo no mercado acionário chinês, voltaram a aplicar recursos nos principais papéis negociados na bolsa, segundo disseram operadores.

HONG KONG

O índice Hang Seng caiu 2,46 por cento, a 19.651 pontos, com volume recorde. Investidores atrás de ofertas buscaram papéis do setor financeiro um dia depois da queda do mercado de Xangai.

Gerentes de fundos locais, ecoando visões de alguns de seus pares na região, viram na correção uma oportunidade de compra e disseram que dois dias de perdas não são sinal de fim do movimento de valorização dos mercados.

"Essa correção já era esperada há tempos, o mercado vinha subindo direto desde junho", disse Khiem Do, diretor da Baring Asset Management.

CORÉIA DO SUL

O indicador Korea Composite Stock Price Index caiu 2,56 por cento, maior queda em 8 meses, também pressionado pela venda global de ações.

Companhias que dependem da China como a siderúrgica Posco foram as mais atingidas em meio a preocupações de que a demanda do maior mercado das exportações sul-coreanas possa ser reduzido.

"É errado interpretar isso como uma oportunidade de compra. Os mercados acionários podem cair mais, mesmo com as ações chinesas se recuperando. A aversão ao risco que está pressionando os mercados globais não vai desaparecer em uma noite", disse Chung Kyun-sik, chefe de investimentos da Uris Investments Advisors.

O índice da bolsa da Coréia do Sul fechou aos 1.417 pontos, na maior perda percentual desde 13 de junho de 2006.

CINGAPURA

O índice Straits Times encerrou em queda de 3,72 por cento, a 3.111 pontos.

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