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06/03/2007 - 10h47

Japão precisa responsabilizar-se por escravas sexuais, diz China

Por Chris Buckley

PEQUIM (Reuters) - O Japão precisa responsabilizar-se pelo fato de ter obrigado mulheres a se transformarem em prostitutas dos militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou na terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Li Zhaoxing, ressaltando, no entanto, ter esperança de que melhore a relação entre os dois países.

"O uso das chamadas 'mulheres de conforto' foi um dos crimes mais sérios cometidos pelos imperialistas japoneses durante a Segunda Guerra Mundial", disse Li em uma entrevista coletiva concedida durante o encontro anual do Parlamento chinês.

A expressão mulheres de conforto é um eufemismo para designar as escravas sexuais do tempo da guerra.

"Acho que o governo japonês deveria reconhecer os fatos históricos e deveria aceitar a responsabilidade de encarar honesta e apropriadamente esse problema", afirmou o chanceler.

Na semana passada, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deixou alguns de seus vizinhos asiáticos furiosos ao argumentar não haver provas confirmando que o país tivesse obrigado mulheres a servirem como escravas sexuais dos militares japoneses.

Historiadores estimam que até 200 mil "mulheres de conforto" foram obrigadas a ficar nos bordéis do Exército Imperial Japonês. A maior parte delas veio da Coréia, mas também havia mulheres da China, das Filipinas, da Tailândia, do Vietnã, da Malásia e da Indonésia.

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