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07/03/2007 - 15h40

Parlamento do Irã aprova racionamento de gasolina

Por Edmund Blair

TEERÃ (Reuters) - O Parlamento iraniano aprovou na quarta-feira o racionamento da gasolina subsidiada, a partir de 22 de maio, e a elevação dos preços do combustível, medidas que visam a reduzir as importações de gasolina, mas que podem alimentar a inflação e as críticas da opinião pública.

O Irã é o segundo maior produtor de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas não tem capacidade de refino suficiente para suprir sua demanda doméstica por gasolina.

Por isso, tem de importar cerca de 40 por cento do que consome, o que segundo analistas pode deixar o país suscetível a sanções.

As potências mundiais estão avaliando o endurecimento das sanções contra o Irã, que se recusa a interromper seu programa nuclear. Mas diplomatas ocidentais acham difícil a importação de gasolina ser alvo de restrições, porque isso afetaria o público, não o governo.

O Ocidente acusa o Irã de querer construir armas atômicas, mas o país diz que só quer gerar energia elétrica com fins pacíficos.

"Com o voto positivo dos parlamentares, a gasolina será racionada ao preço de 1.000 riais (cerca de 11 centavos de dólar) o litro", disse a agência Isna. Segundo a agência, o governo decidirá os detalhes do racionamento e o preço do combustível não-racionado até 20 de abril.

Hoje, os motoristas pagam 800 riais (cerca de 9 centavos de dólar) o litro, um dos combustíveis mais baratos do mundo. Para analistas, o enorme subsídio incentiva o desperdício e o contrabando para países vizinhos, além de pesar nos cofres públicos.

As leis iranianas têm de passar pelo Conselho dos Guardiães, portanto a decisão ainda não é final.

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