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10/04/2007 - 22h43

Evo Morales ameaça greve de fome por nacionalização petroleira

LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou declarar uma greve de fome se o Congresso não aprovar nesta semana 44 contratos que consolidam a nacionalização petroleira decretada no ano passado, afirmou nesta terça-feira um senador governista.

O senador Gastón Cornejo revelou à rádio Erbol que Morales fez a ameaça na semana passada, em reunião com legisladores do Movimento ao Socialismo, a menos de um mês do primeiro aniversário da nacionalização de hidrocarbonetos, a principal medida econômica de seu governo.

"Ele nos disse que faria uma greve de fome se (os congressistas) não aprovassem os contratos até esta semana. Temos uma obrigação de responder ao presidente, ao povo e aos movimentos sociais", disse Cornejo à emissora católica.

O anúncio do desgosto presidencial pela situação dos contratos se produz em meio a uma disputa entre governistas e oposição no Senado, que parece não ter saída.

O Senado, dominado pela oposição, discute uma lei de emendas para as leis que em novembro passado já aprovaram os contratos petroleiros.

O Senado decidiu na semana passada substituir a lei original de emenda, aprovada pela Câmara dos Deputados, por 44 leis mais concisas, uma para cada contrato.

Apesar disso, quando já haviam sido aprovadas as leis de 41 contratos por esse mecanismo, a oposição pediu a reconsideração do que já havia sido votado, o que os governistas qualificaram de "uma tática retardadora".

As emendas foram solicitadas pelo governo para corrigir erros nas leis que aprovaram os contratos, o que impedia sua entrada em vigor.

Pelos contratos, multinacionais como a brasileira Petrobras, a Repsol-YPF, a Total e a British Gas deixaram de ser sócias de risco compartilhado para se converterem em operadoras a serviço da estatal boliviana YPFB, que assume progressivamente o controle da produção e da comercialização do petróleo e do gás.

Durante uma série de audiências no Senado, as multinacionais também pediram a rápida aprovação dos contratos.

A Bolívia exporta atualmente 33 milhões de metros cúbicos diários de gás ao Brasil e à Argentina, que passará a comprar outros 20 milhões de metros cúbicos do gás boliviano a partir de 2010.

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