UOL Notícias Notícias
 

18/04/2007 - 21h32

Bush e democratas mantêm impasse sobre verbas para guerra

Por Caren Bohan e Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - O presidente George W. Bush e os democratas não conseguiram resolver na quarta-feira o impasse em torno das verbas para a guerra do Iraque, durante uma reunião em que a oposição continuou pressionando Bush a aceitar um cronograma para a desocupação militar do país.

Ao saírem da audiência na Casa Branca, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disseram que em breve enviarão a Bush a lei que condiciona a liberação de 100 bilhões de dólares para a guerra a um prazo para a retirada.

A Casa Branca e seus aliados republicanos vêem nesses cronogramas "datas para a rendição", e Bush promete vetar a lei. Ele acusa os democratas de tentarem tomar conta da guerra e argumenta que os projetos aprovados no Congresso incluem temas que nada têm a ver com os conflitos armados do Iraque e do Afeganistão.

Bush admitiu que há "opiniões fortes" sobre a mesa, mas ele e os democratas adotaram um tom cordial em seus comentários e indicaram a disposição de se reunirem novamente.

"Viemos no espírito de esperança de que o presidente diria sim como resposta", disse a democrata Pelosi. Mas ela acrescentou que os democratas não dariam um "cheque em branco" para manter as tropas no Iraque pelo tempo que quiser.

"Acreditamos que ele deva fazer um exame de consciência e descobrir o que for o melhor para o povo norte-americano", disse Reid. "Acredito que sancionar a lei fará isso."

Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse haver "uma compreensão geral de que afinal as tropas vão receber as verbas de que precisam", mas lembrou que há "discordâncias fundamentais sobre prazos vinculados a uma data para a rendição".

Muitos parlamentares acham que um acordo só será discutido para valer depois que os democratas enviarem o projeto e Bush vetá-lo. Seria então necessário redigir uma nova lei, possivelmente considerando "parâmetros" para avaliar o progresso no Iraque, ao invés de cronogramas.

Antes disso, porém, será necessário que os democratas da Câmara e do Senado cheguem a um acordo que unifique os dois projetos que tramitam no Congresso.

O líder republicano na Câmara, John Boehner, que participou do encontro na Casa Branca, disse que os democratas deveriam concluir rapidamente esse processo para que então o Congresso passe à segunda e mais importante etapa de redigir uma nova lei, depois do veto de Bush.

Os democratas consideram que sua posição a respeito das verbas para o Iraque foi reforçada pelas pesquisas que mostram uma crescente oposição às políticas de Bush para a guerra.

Nesta semana, uma pesquisa Washington Post-ABC News mostrou que 58 por cento dos norte-americanos confiam que os democratas no Congresso podem se sair melhor lidando com a situação no Iraque, enquanto 33 por cento confiam mais em Bush.

Num fato que pode agravar o pessimismo da opinião pública, uma série de atentados com carros-bomba matou quase 200 pessoas na quarta-feira em Bagdá, no dia mais sangrento desde o início de uma operação de segurança na capital determinada por Bush neste ano.

Em frente aos portões da Casa Branca, manifestantes do grupo pacifista CodePink gritavam "Não financie a guerra de Bush". Vários deles se acorrentaram à cerca metálica. Agentes do Serviço Secreto romperam as correntes e prenderam os manifestantes.

(Reportagem adicional de Susan Cornwell)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    1,02
    3,178
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,90
    67.976,80
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host