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24/04/2007 - 12h16

Eleição legislativa deve influenciar 2o turno na França

Por Crispian Balmer

PARIS (Reuters) - O embate em torno das eleições parlamentares da França, marcadas para junho, já começou e pode influenciar o resultado do segundo turno do pleito presidencial, a ser realizado no dia 6 de maio e do qual participam o direitista Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal.

François Bayrou, candidato de centro, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, realizado no domingo, e vem sendo apontado como o fiel da balança na disputa final.

Por enquanto, o político negou-se a optar por qualquer um dos lados, mas seu pequeno partido, a União para a Democracia Francesa (UDF), é um aliado tradicional da União para um Movimento Popular (UMP), de Sarkozy. E alguns deputados da UDF parecem propensos a manter esses laços.

Muitos políticos da legenda ingressaram nas fileiras da UMP, mais poderosa, antes da eleição de 2002, sabendo que isso lhes garantiria um lugar no Parlamento. E os aliados de Sarkozy tentam atrair mais centristas para seu time antes de junho.

François Fillon, braço direito do candidato conservador, deu na terça-feira um aviso sem meias palavras: se Bayrou abandonar Sarkozy, os parlamentares da UDF serão isolados pela UMP. "Precisamos saber se a UDF é parte integrante da maioria presidencial", afirmou Fillon ao jornal Le Figaro.

"Se não for assim, a UMP apresentará um candidato em todos os distritos eleitorais", disse. A manobra dificultaria a vida da UDF, já que o sistema atual prevê que a legenda vencedora em cada distrito leva tudo.

Essa ameaça pode deixar Bayrou de mãos atadas. Segundo um assessor dele, apesar de ser improvável que o centrista dê apoio declarado a Sarkozy, seria muito difícil vê-lo ao lado de Royal.

As eleições legislativas são fundamentais e determinarão se o próximo presidente conseguirá governar efetivamente. Sem uma maioria na Assembléia Nacional, o chefe de Estado francês acaba tendo uma margem de manobra muito limitada.

ACORDOS

O pleito em torno do Poder Legislativo será realizado em dois turnos, nos 577 distritos da França. Do segundo turno, participam todos os candidatos que obtiveram ao menos 12,5 por cento dos votos. Mas dele sai apenas um vencedor, sem que a proporcionalidade dos votos faça diferença.

A disputa do tipo "tudo ou nada" no segundo turno obriga os grandes partidos a selarem acordos para evitar diluir seus votos e para maximizar o número de cadeiras na Assembléia Nacional.

Na terça-feira, o jornal Le Monde afirmou que, apesar do bom desempenho de Bayrou no domingo, uma análise sobre o padrão de votação mostrou que nenhum dos atuais 29 deputados da UDF conseguiria ser reeleito sem o apoio da UMP.

Um deputado da UDF, André Santini, já declarou seu apoio a Sarkozy e disse que outros parlamentares da legenda seguirão seu exemplo no caso de Bayrou rechaçar o candidato direitista.

O político de centro já deu indícios de que pode usar seu bom desempenho no pleito presidencial para formar um novo partido.

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