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03/05/2007 - 14h00

Debate entre Royal e Sarkozy não muda cabeça de eleitores

Por François Murphy

PARIS (Reuters) - O debate na TV entre os candidatos à Presidência da França Ségolène Royal e Nicolas Sarkozy contou com acusações duras de parte a parte, mas, segundo eleitores disseram na quinta-feira, o evento não havia conseguido fazê-los mudar de opinião.

O debate entre os dois candidatos que participam do segundo turno das eleições presidenciais tornou-se uma tradição da política francesa, e muitos acreditam que edições anteriores desse programa determinaram o resultado do pleito.

Mas pesquisas de opinião mostram que, antes do debate, até 88 por cento dos eleitores já tinham se decidido sobre em que votar. E alguns dos franceses entrevistados em Paris disseram que o algumas vezes acalorado debate serviu simplesmente para confirmar sua opinião a respeito do segundo turno, a ser realizado no domingo.

"Acho que ela fez papel de boba. Acho que Sarkozy foi mais equilibrado", disse a dona de casa Dominique Fargue, 45, que, segundo afirmou, já pensava, antes do debate, votar em Sarkozy.

"Ela fala como uma dona de casa de 50 anos de idade. Ela não fala melhor do que eu. Ela não é nada precisa", acrescentou Fargue.

Royal surpreendeu ao adotar uma postura agressiva e ao atacar um Sarkozy mais comedido. Nenhum dos dois, porém, apresentou acusações fortes o suficiente ou cometeu gafes embaraçosas o suficiente de modo que o debate entrasse para a história política da França.

Em um determinado momento, Royal, que continua atrás nas pesquisas de opinião, atacou Sarkozy a respeito da questão da presença de crianças com deficiência física nas escolas, fazendo com que o candidato dissesse a sua adversária: "A senhora perde a linha muito facilmente." E afirmasse logo depois que ela deveria "se acalmar".

Os dois lados acreditavam que seu candidato tinha vencido o debate.

"Acho que, quando ela mostrou-se mais enérgica, tocou uma área na qual ele fracassou", disse Sylvie Mouches, 42, ao atravessar o boulevard Saint-Germain, onde fica a sede da campanha de Royal.

A rua corta o quinto distrito de Paris, a área da capital onde o político centrista François Bayrou, em terceiro no primeiro turno, registrou seu melhor desempenho.

Os cerca de 7 milhões de votos de Bayrou, que representam por volta de 19 por cento do eleitorado, transformaram-se no principal objeto de desejo de Sarkozy e Royal.

Mas, segundo pesquisas de opinião, esse eleitorado está dividido mais ou menos em três partes iguais: os que votarão em Royal, os que votarão em Sarkozy e os que vão se abster.

(Reportagem adicional de Alexandra Steigrad)

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