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22/05/2007 - 15h38

Putin deve manter influência mesmo fora do poder, diz líder

Por Guy Faulconbridge

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deve manter sua influência política e funcionar como um "líder nacional" quando deixar o cargo, em 2008, avaliou na terça-feira Boris Gryzlov, autoridade do Kremlin e líder do maior partido pró-Putin do país.

Putin já disse que vai deixar o poder depois dos dois mandatos seguidos de quatro anos cada, mas indicou em seu discurso anual, no mês passado, que continuará exercendo influência política.

"Para ser um líder não é essencial ocupar um cargo concreto", disse Gyzlov numa conferência do partido Rússia Unida. Ele apresentou o que chamou de "plano Putin", uma série de idéias tiradas de discursos do presidente e que segundo líderes do partido vão formar a base de um manifesto para as eleições parlamentares de dezembro.

Analistas e investidores procuram pistas sobre quem vai governar a Rússia a partir de 2008. Entre os presidenciáveis estão os vice-premiês Sergei Ivanov e Dmitry Medvedev, o chefe ferroviário Vladimir Yakunin e o chefe da Casa Civil, Sergei Sobyanin.

Questionado sobre o que achava da declaração, o vice-chefe de gabinete de Putin, Vladislav Surkov, afirmou: "Acho que para as massas ele permanecerá para sempre um líder."

Putin, 54, tem uma enorme popularidade, depois de ter presidido o país no maior boom econômico desde os anos 1970, e de ter devolvido a aparente estabilidade depois do caos dos anos 1990. Ele tem de deixar o poder em 2008, mas pode voltar depois.

Gryzlov entregou prêmios para os governadores de regiões em que o partido foi bem nas eleições, e disse que o Rússia Unida tem de obter a maioria no novo Congresso, para pôr em prática o "plano Putin".

Frequentemente perguntam a Putin quem vai sucedê-lo, mas ele já disse que a opção será dos russos, e que a continuidade de suas políticas importa mais para ele que o nome do sucessor. "É prematuro para mim emitir últimas vontades políticas e testamentos", disse ele no dia 26 de abril.

Sergei Mironov, presidente do Senado, disse no mês passado que estava na hora de mudar a Constituição de modo a permitir que o presidente fique mais tempo no poder.

Há investidores que dizem que, se Putin ficasse, a estabilidade política e econômica russa estaria garantida. Outros temem que, se Putin mantiver a influência, a autoridade do Kremlin fique enfraquecida.

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