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09/06/2007 - 12h47

Banco Mundial deve fortalecer parceria com a África--Zoellick

PRETÓRIA (Reuters) - O Banco Mundial deve fortalecer sua parceria com a África e ficar sensível aos desafios particulares de cada país ao lidar com o continente, afirmou Robert Zoellick, indicado à presidência da instituição, neste sábado.

Zoellick encontrou o ministro de Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, na última etapa de um tour à África na qual busca apoio a sua indicação pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para suceder Paul Wolfowitz como presidente do Banco Mundial.

"Eu espero que o Banco Mundial possa desenvolver uma parceria mais forte com os países africanos para prestar assistência e apoio em suas estratégias de desenvolvimento e crescimento", afirmou Zoellick a jornalistas após encontro com Manuel.

"Ao fazer isso, é preciso ser sensível aos desafios específicos em cada caso e, ao mesmo tempo, olhar além das fronteiras naturais para lidar com algumas das questões de integração regional".

Manuel tem sido um crítico da maneira como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional operam em países em desenvolvimento, e recentemente alertou que tais instituições multilaterais estariam perdendo legitimidade por causa de suas estruturas de governança.

Zoellick disse, durante seu encontro com Manuel e antes disso com autoridades de Gana, Etiópia e outros países africanos, que há "a percepção da necessidade de tentar acelerar o tempo para a ação" na instituição.

"Não surpreendentemente, se você está lidando com governos, particularmente aqueles que têm parlamentos ou eleições, as pessoas querem ver resultados, então se você leva 18 meses ou 3 anos para aprovar um empréstimo, isso é um tempo longo para as pessoas".

Zoellick, um ex-representante de Comércio dos Estados Unidos, é até o momento o único candidato à sucessão de Wolfowitz, que pediu demissão no último mês em meio a um escândalo ético envolvendo sua namorada.

Seu nome dificilmente será contestado, apesar de a data limite para a apresentação de candidaturas ser em 15 de junho e de uma pressão de países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, para que o cargo seja aberto a não-americanos.

Por Stella Mapenzauswa

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