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12/06/2007 - 10h04

Aerolíneas Argentinas mantém cancelamento de vôos

BUENOS AIRES (Reuters) - Os vôos domésticos da Aerolíneas Argentinas continuam suspensos na terça-feira por causa de uma greve dos funcionários encarregados do embarque, que exigem maiores medidas de segurança no trabalho.

A paralisação afeta também a empresa Austral, o que provoca enormes filas e protestos de passageiros no aeroporto "Aeroparque Metropolitano", de Buenos Aires.

O conflito começou no domingo, quando os filiados à Associação do Pessoal Aeronáutico (APA) abandonaram seus postos de trabalho, argumentando que foram agredidos por passageiros incomodados pelos atrasos provocados por uma forte neblina.

Mas o cancelamento total dos vôos nacionais das duas empresas só ocorreu na noite de segunda-feira, depois de intermináveis reprogramações, quando se tornou impossível realizar os vôos.

Anteriormente, havia sido firmado um acordo entre o sindicato e a Aerolíneas Argentinas, sob o aval do Ministério do Trabalho, mas a empresa diz que a APA descumpriu o trato.

Há passageiros desde domingo no aeroporto, enquanto outros buscam alternativas terrestres para chegar aos seus destinos. A suspensão não afeta outras empresas que operam no Aeroparque, como a LAN Argentina, filial da chilena LAN Airlines.

A Aerolíneas Argentinas, controlada pelo grupo espanhol Marsans, é a maior empresa do setor aéreo na Argentina.

Os filiados da APA decidiram parar depois que dois empregados e dois passageiros trocarem socos no fim de semana devido à demora nos vôos.

Nos últimos dias, uma densa névoa cobre Buenos Aires, geralmente pela manhã, afetando o funcionamento não só do aeroporto local, mas também do aeroporto internacional de Ezeiza, cerca de 30 quilômetros ao sul da capital.

Ezeiza também vive desde a semana passada interrupções parciais nos pousos e decolagens devido à neblina, que se soma à saturação física do local, devido aos vôos desviados do aeroporto local para o internacional.

A névoa ocorre devido à presença de ar úmido e de ventos fracos, especialmente na margem do rio da Prata. A imprensa local diz que há 25 anos não se via esse fenômeno com tanta duração.

(Por Jorge Otaola)

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