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29/06/2007 - 21h22 / Atualizada 19/06/2010 - 19h48

Polícia encontra 2 carros-bomba no centro de Londres

Por Peter Graff e Mark Trevelyan

LONDRES (Reuters) - A polícia encontrou dois carros-bomba com gasolina, gás e pregos num movimentado bairro londrino cheio de teatros, na sexta-feira, evitando um atentado que poderia ter causado várias mortes, aparentemente sob inspiração da Al Qaeda.

A primeira bomba desativada estava em uma Mercedes verde estacionada em frente a uma das maiores boates de Londres, a Tiger Tiger, por volta de 1h (22h de quinta-feira em Brasília), quando havia centenas de pessoas dentro do local.

Alertada pela equipe de uma ambulância que disse ter visto fumaça no carro, a polícia desativou a primeira bomba no local, dizendo que ela continha botijões de gás, galões de combustível e pregos.

Materiais semelhantes foram achados depois numa Mercedes azul que estava estacionada irregularmente nos arredores e foi rebocada. Peter Clarke, chefe da polícia antiterror da capital, disse que os dois carros estavam "claramente ligados" entre si.

"A descoberta do que parece ser uma segunda bomba é obviamente perturbadora e reforça a necessidade de que o público fique alerta", disse ele.

O caso, que está sob investigação, ocorre a poucos dias do segundo aniversário dos atentados suicidas islâmicos que mataram 52 usuários dos transportes públicos londrinos em 2005.

Clarke apontou semelhanças do incidente de sexta-feira com um plano anterior, descoberto em 2004, pelo qual a Al Qaeda planejava detonar bombas com gasolina dentro de limusines.

O primeiro-ministro Gordon Brown, há apenas dois dias no cargo, reuniu o principal comitê de segurança do governo, chamado Cobra.

"Estamos enfrentando atualmente a ameaça mais séria e sustentável à nossa segurança por parte do terrorismo internacional", disse Jacqui Smith, em seu primeiro dia como ministra do Interior, após a reunião comandada por ela.

Uma grande área na região da rua Haymarket, no centro de Londres, perto da praça Piccadilly Circus, foi isolada durante o dia. Um espaço próximo ao local em que o segundo carro estava estacionado também passou parte do dia fechado, mas depois foi reaberto.

A TV Sky News disse que o primeiro carro-bomba deveria ser detonado por celular, o que a polícia não confirmou.

A Grã-Bretanha vive um aumento nas ameaças terroristas desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA e desde a aliança com Washington para invadir o Iraque, em 2003.

Brown prometeu respeitar o compromisso assumido no Iraque, mas há especulações de que ele aceleraria a retirada das tropas britânicas do país.

Fontes de inteligência disseram que não se pode descartar a participação da Al Qaeda no episódio de sexta-feira.

A Grã-Bretanha já está sob alerta "severo", segundo maior nível na escala, e Brown afirmou que o incidente mostra a necessidade de vigilância. "O primeiro dever de um governo é a segurança do povo, e como a polícia e as forças de segurança disseram em muitas ocasiões, enfrentamos uma série e contínua ameaça de segurança para o nosso país", disse ele a jornalistas.

A segurança em torno do Parlamento foi reforçada, com revistas em motoristas que chegam ao local. Do outro lado da capital, também foi adotado um esquema especial no torneio de tênis de Wimbledon.

(Reportagem adicional de Peter Graff, Avril Ormsby, Mark Trevelyan, Guy Dresser, Adrian Croft, Katherine Baldwin e Paul Majendie)

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