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03/07/2007 - 12h23

Carta de amor de Napoleão vai a leilão nesta terça

Por Luke Baker

LONDRES (Reuters) - Uma das maiores coleções de cartas históricas do mundo vai a leilão nesta terça-feira, com a expectativa de ser arrematada por até 2 milhões de libras. Uma das cartas é uma declaração de amor escrita por Napoleão a sua amante Josephine.

O tesouro de quase 1.000 documentos colecionados ao longo de 30 anos por um banqueiro austríaco inclui cartas escritas por Winston Churchill, Pedro, o Grande, Alexander Pushkin, John Donne e a rainha Elizabeth 1a.

Uma das mais raras e comoventes da coleção é uma carta apaixonada escrita por Napoleão, em tom de desculpas, a sua futura mulher, Josephine, na manhã depois de os dois terem tido uma discussão furiosa.

"Envio a você três beijos --um no coração, um em sua boca e um em seus olhos", escreveu Napoleão em letra tortuosa, repleta de correções e partes riscadas.

As cartas, que cobrem mais de 500 anos e abrangem arte, ciências, literatura e filosofia, serão leiloadas pela Christie's em Londres.

"É uma coleção incrivelmente densa, muito bem pesquisada", disse à Reuters Thomas Venning, diretor do departamento de livros da Christie's e especialista em cartas assinadas.

"Conseguir uma coleção de cartas como essa hoje em dia é uma oportunidade realmente única, algo quase inusitado."

O dono da coleção, Albin Schram, começou a formar seu arquivo no início dos anos 1970 e acabou por formar uma das maiores e mais abrangentes coleções de cartas não pertencentes a um grande museu.

Embora fosse colecionador inveterado, Schram não se interessava pela conservação ou em exibir as cartas, que eram guardadas num velho armário metálico na lavanderia de sua mansão em Lausanne, na Suíça, organizadas por tamanho, não por autor ou data.

Quando o banqueiro morreu, em 2005, sua família mal tinha conhecimento da coleção.

Os interesses de Schram abrangiam poetas russos, autores argentinos, filósofos franceses, políticos ingleses e escultores italianos.

Uma das cartas de maior valor, estimado em até 120 mil libras, foi escrita pelo poeta metafísico inglês John Donne a lady Kingsmill um dia após a morte do marido desta, em outubro de 1624.

Exortando-a a não ousar questionar os atos de Deus, Donne, que na época era deão da catedral de St. Paul, acrescentou: "Embora o pudéssemos orientar a fazê-los melhor."

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