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12/07/2007 - 12h05 / Atualizada 17/08/2010 - 00h29

Al Qaeda não é mesma ameaça de pré-11/09, diz secretário dos EUA

Por David Morgan

WASHINGTON (Reuters) - A ameaça aos Estados Unidos representada pela Al Qaeda não regressou aos níveis verificados pouco antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, afirmou nesta quinta-feira o secretário de Segurança Interna norte-americano, Michael Chertoff.

Chertoff considerou sem importância as notícias veiculadas recentemente por meios de comunicação de que a rede militante havia se fortalecido novamente e que representava hoje uma ameaça tão grande quanto a verificada nos meses anteriores aos ataques contra Washington e Nova York.

"Eu não colocaria as coisas nesse nível", disse o secretário durante o programa "Good Morning America", da rede de TV ABC.

"Acredito que realizamos grandes avanços quanto ao desmantelamento das atividades deles no exterior e quanto à mobilização de nossas próprias defesas. Mas acredito, isso sim, que o inimigo continua, como antes, desejando nos atacar."

O jornal Washington Post disse que a Al Qaeda havia conseguido em grande parte recuperar-se e criar refúgios seguros em áreas tribais e remotas do oeste do Paquistão.

A publicação citou como fonte de sua reportagem um relatório dos serviços de inteligência que deve ser avaliado por Chertoff e outras autoridades do governo norte-americano em um encontro marcado para ocorrer ainda nesta quinta-feira.

Importantes analistas da área de inteligência também afirmaram ao Congresso do país, na quarta-feira, que as atividades de treinamento, captação de verbas e comunicação da Al Qaeda intensificavam-se à medida que a rede criava raízes nas novas bases do oeste do Paquistão.

Em declarações ao jornal Chicago Tribune, Chertoff afirmou, nesta semana, que seu "instinto" lhe indicava haver um risco maior de os EUA sofrerem um ataque neste verão (junho a agosto no hemisfério norte).

Mas, na quinta-feira, o secretário disse ao canal de TV NBC: "Não temos nenhuma informação específica a respeito de um ataque iminente ou quase iminente a acontecer no território nacional. Estamos analisando o quadro estratégico para os próximos seis a 12 meses. Estamos avaliando a configuração dele".

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