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22/07/2007 - 12h44

Delegação sul-coreana tenta libertar reféns no Afeganistão

Por Sayed Salahuddin

CABUL (Reuters) - Uma delegação do governo sul-coreano chegou ao Afeganistão neste domingo para tentar garantir a libertação de 23 de seus conterrâneos sequestrados por insurgentes do Taliban que exigem que Seul retire suas tropas do país.

O porta-voz do Taliban Qari Mohammad Yousuf disse que os insurgentes começariam a matar os reféns se a Coréia do Norte não concordasse em retirar seus 200 engenheiros militares e médicos às 11h30 deste domingo (horário de Brasília) e se o governo afegão não libertar prisioneiros do Taliban. No fim da manhã, no entanto, o prazo foi prolongado em 24 horas, para às 11h30 de segunda-feira.

O governo sul-coreano disse que vai retirar suas tropas no final deste ano, conforme o planejado.

A delegação de oito autoridades sul-coreanas, incluindo um vice-ministro do exterior, um assessor especial do presidente e diplomatas do ministério do exterior, se encontrará com autoridades afegãs durante o dia. Não ficou claro se tentarão fazer contato com os sequestradores, ou se tentarão negociar a libertação.

O porta-voz do Taliban disse que os reféns estão sendo vigiados por combatentes em lugares diferentes e que qualquer tentativa de libertá-los com uso da força colocará a vida dos coreanos em risco.

A missão sul-coreana ganhou mais urgência depois que um porta-voz do Taliban afirmou que militantes mataram dois reféns alemães no sábado, depois que Berlim recusou-se a aceitar as exigências de retirar suas tropas do Afeganistão.

Autoridades alemãs lançaram dúvidas sobre a autenticidade do porta-voz do Taliban e o ministro do exterior, Frank-Walter Steinmeier, disse que analistas sugeriram que um dos reféns está vivo e que outro morreu de "estresse e tensão".

Os 23 coreanos pertencem à "Igreja Saemmul", de Bundang, cidade nos arredores da capital sul-coreana, Seul.

A maioira está na casa dos 20 e 30 anos de idade. Entre eles há enfermeiras e professores de inglês. O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, disse no sábado que os coreanos estavam fornecendo apenas serviços médicos e educativos gratuitos, sem intenções missionárias.

Os coreanos formam o maior grupo de estrangeiros sequestrados até agora na campanha do Taliban para derrubar o governo apoiado pelo ocidente e forçar a saída das tropas estrangeiras.

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