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31/07/2007 - 21h09

PT vê manobra da oposição em ataques ao governo após acidente

Por Carmen Munari

SÃO PAULO (Reuters) - Reunida nesta terça-feira, a direção do PT divulgou nota em que aponta manipulação política nos recentes ataques dirigidos ao governo Lula. Para o partido, há manobra da oposição, com vistas às eleições municipais e presidenciais, na exploração da crise aérea e do acidente com o Airbus A320 da TAM.

"A derrota da reforma política, as vaias contra o presidente na abertura do Pan e o tratamento dado por setores da mídia e da oposição ao acidente com o avião da TAM revelam que a oposição, articulada com setores da mídia, está 'subindo o tom' nos ataques ao governo e ao PT, tendo em vista tanto as eleições de 2008 quanto as eleições de 2010", diz a resolução do partido.

O texto é resultado de encontro da Executiva do PT, que esteve reunida durante todo o dia no escritório de São Paulo.

Para a legenda, os ataques ainda não atingiram a gestão de Lula, que permanece com alto índice de popularidade em função de iniciativas como o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mas alerta para a possibilidade de esses índices serem afetados.

"Frente a este sólido apoio popular, a oposição recorre à manipulação e à mentira para desgastar o governo, o presidente Lula e o PT."

Sobre o acidente da TAM ocorrido em 17 de julho em Congonhas que deixou quase 200 vítimas, o partido manifestou solidariedade aos familiares, mas "não aceitando que esse trágico episódio seja convertido em mais um elemento de disputa política".

O acidente levou a crise aérea, que se alonga por dez meses, ao centro da discussão das hipóteses para a causa do acidente. A pista do Aeroporto de Congonhas, recém-reformada mas sem as ranhuras que ajudam no escoamento da água, também foi citada. A gestão da Infraero, estatal que administra os aeroportos, e da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) vêm sendo fortemente criticadas.

Um movimento nascido em São Paulo, que leva o nome de "Cansei" e é liderado pela OAB-SP e por empresários, se juntou a uma manifestação que levou às ruas parentes e amigos das vítimas no último domingo. O protesto foi recheado de críticas ao governo.

Como resposta, o PT cobrou investimentos para o setor aéreo e criticou a atuação das agências reguladoras, taxadas de "tucanas", referência ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) que criou a maioria delas.

"A solução para a crise aérea passa por medidas há muito apontadas: investimento público em infra-estrutura, fiscalização efetiva sobre as empresas aéreas, desmilitarização do controle do tráfego. O governo tem condições de implementar estas medidas... sem ter ilusão de que se possa resolver em curto prazo problemas estruturais e institucionais, entre eles o fracassado modelo tucano de agências regulatórias."

Há uma crítica velada à indicação do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), que substituiu o petista Waldir Pires. "As críticas da oposição e da mídia conservadora não cessaram depois dessa nomeação", diz a nota, refletindo descontentamento de petistas.

Como reação, o partido quer melhorar a coordenação política e pretende garantir votos da coalizão de legendas que formam o governo Lula.

O PT também pretende discutir as saídas para essas questões no 3o Congresso Nacional, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro em São Paulo.

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