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08/08/2007 - 18h23

Irã vê complô dos EUA para derrubar sua liderança

Por Fredrik Dahl

TEERÃ (Reuters) - Um ministro iraniano disse acreditar que os EUA abandonaram a idéia de atacar o Irã, mas querem derrubar sua liderança por meio de uma "revolução branda".

O clérigo Gholamhossein Mohseni-Ejei, ministro da Inteligência, disse que os inimigos do Irã travaram uma "guerra psicológica" para preparar uma ação militar contra a República Islâmica.

Em declarações publicadas na quarta-feira por um jornal do governo, ele sugeriu que a bem-sucedida defesa do país contra as forças iraquianas durante uma guerra que durou entre 1980 e 1988 e os recentes problemas dos EUA no Iraque levaram os norte-americanos a repensarem seus planos.

"A resistência da nação iraniana durante os oito anos de guerra santa e a derrota dos inimigos no Oriente Médio levaram a Arrogância Global (os EUA) a deixarem de lado a opção de um ataque militar contra o Irã", disse ele.

Os EUA acusam o Irã de fomentar a instabilidade no Iraque. O Irã atribui a violência no país vizinho à ocupação militar norte-americana, iniciada em 2003. Washington e Teerã também vivem atritos devido ao programa nuclear iraniano.

Questionado sobre as declarações do ministro iraniano, Gordon Johndroe, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, disse em nota:

"O povo iraniano claramente merece um governo que forneça bons empregos e serviços para seus cidadãos e uma política externa pacífica, não racionamento de combustível e apoio ao terrorismo, mas as decisões sobre seu governo serão tomadas pelo povo do Irã".

Os dois países romperam relações logo após a Revolução Islâmica de 1979, mas neste ano voltaram a manter contatos para tentar encontrar formas para estabilizar o Iraque, o que interessa a ambos os governos.

O governo dos EUA, que acusa Teerã de desenvolver armas nucleares, diz que gostaria de uma solução diplomática para a crise atômica, mas não descarta uma opção militar.

O Irã, que garante não ter interesse em bombas atômicas, promete retaliar se for atacado.

A República Islâmica acredita que os EUA estão cooptando intelectuais e outros no país para uma "revolução branda". "O primeiro plano que os norte-americanos estão liderando é o de criar disputas e divisões entre as forças revolucionárias iranianas", disse o ministro.

De acordo com ele, Washington tenta também retratar o governo do polêmico presidente Mahmoud Ahmadinejad como "inútil, a fim de preparar terreno para a entrada de alguns dos seus próprios elementos no governo". "Esta trama não terá sucesso", alertou Mohseni-Ejei.

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