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11/09/2007 - 12h41

Bachelet pede paz em aniversário do golpe militar sem Pinochet

SANTIAGO (Reuters) - O Chile lembrou nesta terça-feira o primeiro aniversário do golpe militar de 11 de setembro de 1973 após a morte, em dezembro, do ex-ditador Augusto Pinochet. A presidente Michelle Bachelet fez um apelo por uma reflexão pacífica sobre esta data.

Há 34 anos, Pinochet derrubava o presidente socialista Salvador Allende com um ataque ao palácio presidencial de La Moneda, com apoio de tropas militares e aviões da Força Aérea. Pinochet ficou por 17 anos no poder.

Em meio a um forte esquema de segurança no entorno de La Moneda, Bachelet depositou flores junto a Carmen Paz Allende e Marcia Tambutti, filha e neta do ex-presidente, no mesmo lugar do palácio onde Allende tirou sua vida, cercado por militares, de acordo com relatos.

A presidente disse que Allende morreu "pela dignidade, pela democracia e pela pátria" e afirmou que a homenagem ao ex-presidente é um símbolo para que não aconteçam mais casos como o golpe, que marcou o início de uma ditadura que deixou milhares de chilenos mortos.

"A melhor homenagem que podemos fazer a todos aqueles que perderam a vida lutando pela democracia e pela pátria é construir uma sociedade, um país que garanta oportunidades, que lhe dê direitos, oportunidades assim como deveres próprios da democracia a cada um dos nossos compatriotas", disse Bachelet.

Esta é a primeira vez que o aniversário do golpe é lembrado sem Pinochet, que morreu em 10 de dezembro do ano passado de parada cardíaca, aos 91 anos.

A família do ex-ditador realizou pela manhã uma missa particular em sua casa de descanso, em Los Boldos, na zona costeira central do Chile.

O governo autorizou 12 organizações vinculadas a partidos políticos de centro-esquerda e grupos de direitos humanos a fazer manifestação ao lado do palácio presidencial e render uma homenagem a Allende. Entretanto, o governo proibiu uma passeata nos arredores do palácio para evitar que se repetisse o episódio de 2006, quando um manifestante encapuzado lançou uma bomba molotov em uma das janelas da sede do Poder Executivo.

(Por Antonio de la Jara, com reportagem de Bianca Frigiani)

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