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19/09/2007 - 17h59

Cresce chance de adesão dos EUA a tratado climático, diz ONU

Por Andrew Stern

CHICAGO (Reuters) - Iniciativas da China, da Índia e de outros países em desenvolvimento contra as emissões de gases causadores do efeito estufa eliminam barreiras para que os Estados Unidos tenham maior participação no combate ao aquecimento global, disse nesta quarta-feira o principal responsável das Nações Unidas por questões climáticas.

O governo de George W. Bush tirou os EUA do Protocolo de Kyoto, que estabelece metas para a redução das emissões, em parte porque o tratado não exige contrapartidas dos países emergentes.

Para Yvo de Boer, chefe da Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança Climática, essa situação mudou de um ano para cá.

Falando a dois grupos empresariais de Chicago, De Boer citou investimentos de 25 bilhões de dólares em países em desenvolvimento que podem ser contabilizados como créditos de carbono --os quais podem ser vendidos num mercado crescente, mas ainda descentralizado.

"Acho que há um crescente sentimento de que grandes países em desenvolvimento, como China, Índia, Brasil, México e África do Sul estão disposto a se engajar mais na próxima rodada (de negociações climáticas)", afirmou ele em entrevista na Bolsa do Clima de Chicago.

"Estou cada vez mais confiante nisso. Parte do desafio é se diferenciar um pouco mais do atual mundo em preto e branco --alguns países têm metas compulsórias, outros não-- e passar para uma abordagem mais variada, que permita criar, sob medida, diferentes tipos de compromissos."

"Talvez se possa pensar em metas quantificadas para alguns, metas relativas para outros, em trazer certas partes da economia sob (um sistema de) limitações e comércio, e uma quarta (abordagem) que seria uma meta aspiracional, digamos, que haja 'x' por cento de (recursos) renováveis instalados, então haveria uma abordagem mais variada", acrescentou.

Estabelecer limites e gerar negócios com isso é a abordagem favorita da Bolsa do Clima de Chicago, cujos membros aceitam reduzir gradualmente suas emissões e podem comprar ou vender os créditos necessários para atingir as metas.

De Boer conclamou os países industrializados, inclusive os EUA, a assumirem a liderança das negociações climáticas globais marcadas para dezembro em Bali, na Indonésia.

"No curto caminho até Bali, acho que temos um momento único: a mensagem científica que recebemos (contra o aquecimento global) é clara, sabemos que temos as ferramentas à disposição para tratar desse problema de forma acessível, o único pequeno detalhe em falta no momento é vontade política. Esta é a hora de demonstrá-la."

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