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25/09/2007 - 19h36

Quando as palavras atrapalham, Bush usa fonética

Por Matt Spetalnick

NOVA YORK (Reuters) - Como você mantém um líder capaz de cometer gafes como o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mais distante de escorregões linguísticos?

Quando Bush falou à Assembléia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, a Casa Branca sem intenção mostrou exatamente como --com um guia de pronúncia fonética no teleprompter para fazê-lo superar as dificuldades nos nomes de países e de líderes mundiais.

A Casa Branca teve de se explicar depois de um rascunho de um discurso de Bush aparecer brevemente no site da ONU no momento em que ele fazia os seus comentários, dando uma rara visão sobre a orientação especial que ele recebe para importantes eventos.

O texto incluía soletragem fonética para o presidente francês, Nicolas Sarkozy (sar-KO-zee), um amigo, e o líder do Zimbábue, Robert Mugabe (moo-GAH-bee), alvo de críticas de direitos humanos feitas pelos EUA.

As pronúncias também foram melhoradas para Quirguistão (KEYR-geez-stan), Mauritânia (moor-EH-tain-ee-a) e para a capital do Zimbábue, Harare (hah-RAR-ray).

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que o rascunho, considerado a vigésima e completa versão com tipografia e telefones celulares dos redatores do discurso, foi entregue antecipadamente para ajudar os intérpretes das Nações Unidas, que devem simultaneamente traduzir os discursos dos líderes para vários idiomas.

O texto de Bush também deve de ser colocado em um teleprompter para aparecer nas telas diante da tribuna enquanto ele falava.

"Um erro foi cometido", disse Perino a jornalistas. "Eu não sei como o rascunho do discurso que não era final foi divulgado, mas ele foi e foi retirado."

"Qualquer um que faça um discurso importante ou esteja em uma transmissão, como no noticiário da manhã ou da noite, tem dicas fonéticas para a possibilidade de elas serem necessárias", explicou ela mais tarde.

Bush comete gafes frequentemente e costuma brincar com seu hábito de dar escorregões públicos por conta da língua inglesa.

Em maio, em uma cerimônia para receber a rainha britânica Elizabeth II, ele quase a situou no século 18.

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