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07/11/2007 - 20h59

Tiros atingem ao menos 2 em manifestação contra Chávez

CARACAS (Reuters) - Pelo menos duas pessoas foram baleadas na quarta-feira numa universidade venezuelana depois de uma grande passeata estudantil contra a reforma constitucional com que o presidente Hugo Chávez pretende obter o direito de se reeleger indefinidamente.

Várias pessoas foram hospitalizadas por causa de incidentes no campus depois da passeata que reuniu milhares de estudantes.

Embora as exatas circunstâncias permaneçam obscuras, é a primeira vez na atual campanha para o referendo de dezembro que há feridos graves. Há poucos dias, Chávez disse que a oposição pretendia provocar violência para desestabilizar o país.

O diretor da Defesa Civil, Antonio Rivero, disse à rede Globovisión no local dos incidentes que pelo menos duas pessoas foram baleadas.

A TV mostrou homens encapuzados atirando objetos contra salas da universidade, e outras pessoas, aparentemente alunos, fugindo.

Testemunhas disseram à Globovisión que os agressores dispararam pistolas e jogaram cilindros de gás lacrimogêneo.

Uma testemunha da Reuters no local disse que os transeuntes não sabiam dizer como a violência começou.

Após os incidentes iniciais, supostos seguidores de Chávez percorreram a área de moto fazendo disparos para o alto, segundo a testemunha.

Rivero disse que a prioridade da Defesa Civil era garantir que as pessoas não envolvidas no incidente pudessem sair da área com segurança.

A Globovisión, que costuma representar a voz da fraca oposição a Chávez, disse que o governo não deveria usar o incidente como pretexto para uma ocupação militar de campus universitários, o que seria uma violação à lei que lhes garante autonomia.

(Reportagem de Saul Hudson)

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