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31/12/2007 - 13h53

Olmert proíbe novas construções na Cisjordânia sem seu aval

Por Adam Entous

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, proibiu novas construções e planejamento de edificações para ocupações nos assentamentos na Cisjordânia sem sua aprovação, revelam documentos.

A decisão tem como objetivo garantir as conversações de paz, apoiadas pelos Estados Unidos, antes da visita do presidente George W. Bush no começo de janeiro. As negociações têm sido prejudicadas pelas disputas sobre construção de assentamentos judaicos.

Numa carta datada de 30 de dezembro, dirigida aos ministros da Defesa, Habitação e Agricultura, Olmert escreveu que "construção, novas edificações, expansão, preparação de planos, publicação de ofertas de residências, confisco de terra originado de outras atividades dos assentamentos na área (na Cisjordânia) não vão seguir adiante e não serão implementados sem requisitar e receber antecipadamente aprovação do ministro da Defesa e do primeiro-ministro".

A carta, da qual uma cópia foi obtida pela Reuters, não descarta a possibilidade de aprovação de construção nos assentamentos pelo primeiro-ministro.

Seu porta-voz, Mark Regev, disse que Olmert se comprometeu nas conversações da semana passada com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, a não adotar "nenhuma ação que pudesse prejudicar um acordo para um status final".

O negociador palestino Saeb Erekat reiterou nesta segunda-feira que os palestinos estão prontos para fazer a paz se Israel congelar toda a atividade de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, a parte árabe da cidade.

"Assentamentos e paz não andam juntos", disse ele.

Olmert foi pego desprevenido por uma série de anúncios do Ministério da Habitação sobre assentamentos que abriram uma fissura nas conversações de paz com os palestinos, que já duram um mês.

As conversações, patrocinadas pelos EUA e lançadas numa conferência de paz em Annapolis, atolaram depois que Israel anunciou planos de construir centenas de casas em uma área perto de Jerusalém, conhecida como Har Homa pelos israelenses e Jabal Abu Ghneim pelos palestinos.

Os palestinos vêem a construção de Har Homa como uma última etapa numa parede de assentamentos que cercam a parte árabe de Jerusalém, isolando-a do resto da Cisjordânia ocupada. Eles dizem que essa é uma ação estratégica de Israel para eliminar qualquer possibilidade de Jerusalém Oriental tornar-se a capital palestina.

Planos para novos assentamentos israelenses este mês receberam raras críticas dos EUA, bem como da União Européia, que disseram que eles poderiam minar os esforços de paz israelo-palestinos.

(Colaborou Mohammed Assadi; Edição de Samia Nakhoul)

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