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08/01/2008 - 17h01

Morales e adversários defendem unidade da Bolívia

Por Terry Wade

LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, e governadores da oposição concordaram na terça-feira em criar um pacto nacional que impeça a desintegração do país.

O risco de secessão ficou mais claro nas últimas semanas, desde que os governadores oposicionistas de quatro dos nove Departamentos (Estados) bolivianos declararam autonomia, em protesto contra a nova Constituição e os planos de redistribuir os lucros dos recursos naturais.

Embora só tenha havido um compromisso de mais negociações, sem certeza de acordo, Morales e os governadores se comprometeram a tentar resolver suas diferenças. Haverá uma nova reunião na segunda-feira.

"O povo quer que permaneçamos juntos", disse Morales ao final de quase dez horas de negociação, na madrugada de terça-feira. "Vamos trabalhar juntos para resolver nossas diferenças."

Morales pretende, com a ajuda de uma nova Constituição, redistribuir as riquezas do país, dando mais poderes à maioria indígena à qual pertence. Adversários acusam-no de tentar acumular poderes, inspirando-se no venezuelano Hugo Chávez, e criticam o fato de a nova Constituição ter sido aprovada sem a presença da bancada oposicionista na Constituinte.

Leopoldo Fernández, governador autonomista do Departamento de Pando (norte), sugeriu que o governo reveja o projeto constitucional, a ser ainda submetido a referendo neste ano.

"Você não poderá governar se só uma pequena maioria de 51 por cento do povo aprovar a Constituição e 48 por cento rejeitarem-na", disse Fernández. "Não podemos tratar dessas questões superficialmente."

Além do referendo constitucional, a continuidade dos mandatos de Morales e dos governadores também será submetida a plebiscito.

A oposição a Morales se concentra principalmente no leste do país, rico em recursos minerais e agricultura. Os governadores temem que La Paz reduza sua participação nos lucros do gás e que uma reforma agrária prejudique os grandes produtores de soja da região.

"Todos queremos paz e unidade", disse Rubén Costas, governador do Departamento de Santa Cruz, um dos principais líderes da oposição. "O importante que é há uma disposição para o diálogo."

(Reportagem adicional de Sergio Burgoa)

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