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26/02/2008 - 15h02

Hillary tenta segurar liderança para prévias de Ohio

Por Carey Gillam

CINCINNATI (Reuters) - A uma semana das prévias decisivas no Estado de Ohio, a pré-candidata democrata Hillary Clinton luta para manter sua liderança naquela disputa enquanto seu adversário, Barack Obama, esforça-se para minar a base de apoio dela, especialmente entre os eleitores da classe trabalhadora.

"Eles estão realmente se digladiando com afinco", disse o professor de ciências políticas Paul Beck, da Universidade Estadual Ohio.

A batalha trava-se por meio de uma enxurrada de cartas, anúncios de TV e eventos de campanha que atraem dezenas de milhares de pessoas de todas as partes desse Estado do Meio-Oeste, conhecido por seus setores manufatureiro e carvoeiro.

Hillary afirmou que o resultado das prévias em Ohio e no Texas, que também realiza sua votação no dia 4 de março, será decisivo para o futuro de sua campanha, em meio à qual tenta conquistar a vaga do Partido Democrata para as eleições presidenciais norte-americanas, em novembro.

O senador John McCain já quase assegurou a vaga como candidato do Partido Republicano na disputa nacional.

"Se ela perder uma prévia ou a outra, será muito difícil para ela conquistar a vaga", disse Beck.

Hillary e Obama encontram-se na terça-feira à noite, em Cleveland, para o último debate antes das primárias em Ohio, do qual sairá 141 delegados para a convenção democrata. O Texas elegerá 228 delegados.

O ex-presidente Bill Clinton venceu em Ohio tanto em 1992 quanto em 1996, e as promessas da mulher dele sobre criar novos empregos e prover assistência médica universal conquistaram apoio entre as famílias operárias atingidas por uma diminuição na oferta de postos de trabalho.

Tendo perdido 235 mil vagas desde 2000, a taxa de desemprego do Estado, de 6 por cento, está entre as mais altas dos EUA.

Mas a penetração de Hillary entre as classes trabalhadoras sofreu um abalo na semana passada, quando o sindicato Irmandade Internacional dos Caminhoneiros, com 1,4 milhão de membros, anunciou seu apoio a Obama, que também promete criar empregos e melhorar o sistema público de saúde.

Outras duas organizações trabalhistas, com um total de 3,2 milhões de membros, tomaram depois a mesma decisão.

O comitê de campanha aproveitou o momento dos anúncios para criticar Hillary, acusando-a de ser favorável a políticas comerciais que, aos olhos dos trabalhadores, eliminaram vagas de emprego.

Os assessores da ex-primeira-dama responderam que Obama distorce os fatos e acusaram o adversário de valer-se de falhas nas leis de custeio de campanha para aumentar suas verbas.

No entanto, a liderança dela em Ohio, de 21 pontos percentuais na metade do mês, caiu para nove pontos agora, segundo uma pesquisa da Universidade Qunnipiac divulgada na segunda-feira.

MUDANÇA DE ATMOSFERA

Os sinais de que a atmosfera está mudando, somados às últimas dez derrotas consecutivas sofridas por Hillary nas primárias do Partido Democrata, fazem com que os aliados da pré-candidata apostem todas as suas fichas nos próximos dois embates.

"Literalmente, vamos nos esforçar o máximo que podemos na próxima semana", afirmou Isaac Baker, porta-voz da campanha de Hillary a respeito de Ohio. "Essa é uma corrida muito competitiva."

A pré-candidata colocou no ar três anúncios de TV nesta semana e tem pedido a milhares de voluntários que saiam às ruas para fazer campanha de porta em porta.

Os aliados de Hillary também incentivam seus simpatizantes a votarem antes do 4 de março a fim de diminuir as chances de mudarem de idéia, optando por Obama. O pré-candidato, se vencer em novembro, se tornará o primeiro presidente negro dos EUA.

(Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7745)

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