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11/03/2008 - 17h59

Obama e Hillary trocam farpas em dia de primárias no Mississippi

Por Deborah Charles

HARRISBURG, Estados Unidos (Reuters) - Os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama e Hillary Clinton trocaram acusações nesta terça-feira por suas táticas de campanha e evitaram falar sobre o caso de envolvimento com prostituição que pode derrubar o governador de Nova York, apoiador da ex-primeira-dama.

Enquanto os eleitores votam na primária do Mississippi, na qual Obama é favorito, os dois candidatos fazem campanha na Pensilvânia, Estado importante, mas que só vota em 22 de abril.

Em evento com eleitores, Hillary disse que as promessas do rival não se equiparam a suas ações. O grupo de Obama a acusou de fazer campanha negativa e pediu à candidata que eleve o nível.

"Meu adversário está aqui na Pensilvânia falando de política energética, acho que especificamente sobre energia eólica, e isso é ótimo. Exceto em 2005, quando tivemos uma chance de dizer 'não' a[o vice-presidente] Dick Cheney e sua lei energética, meu adversário disse 'sim' e votou a favor de todos aqueles subsídios fiscais", afirmou Hillary.

Ela acusou Obama de dizer uma coisa aos eleitores a respeito do Nafta e do Iraque, para então falar outra a autoridades e jornalistas estrangeiros.

Recentemente, uma assessora de Obama renunciou depois de dar uma entrevista à imprensa britânica em que chamava Hillary de "monstro" e sugeria que talvez Obama, se eleito, não retirasse as tropas do Iraque imediatamente, como promete.

Agora é a vez da campanha de Obama se queixar de declarações feitas a um site da Califórnia pela ex-candidata a vice-presidente Geraldine Ferraro, eleitora de Hillary.

"Se Obama fosse um homem branco, ele não estaria nessa posição. E, se fosse uma mulher, não estaria nessa posição. Ele tem muita sorte de ser quem é. E o país está envolvido por esse conceito", afirmou a democrata ao site dailybreeze.com.

A campanha de Hillary disse discordar das declarações de Ferraro. Mas seguidores de Obama pediram que ela seja afastada da campanha.

"Toda e qualquer declaração que diminui a candidatura do senador Obama por causa da raça está completamente fora do tom", disse o deputado Jan Schakowsky em teleconferência com jornalistas.

No evento de campanha, Hillary não fez menção ao escândalo que envolve o governador de Nova York, Eliot Spitzer, pressionado a renunciar devido à revelação que era cliente de uma prostituta de luxo.

Na segunda-feira, Hillary manifestou "os melhores sentimentos e pensamentos" a Spitzer e sua família, e depois apenas sugeriu "esperar para ver como as coisas acontecem".

Obama, começando o dia em Greenville, Mississippi, também evitou comentar o escândalo.

O senador lidera a contagem de delegados e deve ampliar sua liderança no Mississippi, Estado de grande população negra, que envia 33 delegados à convenção nacional de agosto. Mas todas as atenções já estão voltadas para a Pensilvânia, que escolhe 158 delegados em 22 de abril.

(Texto de David Alexander)

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