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17/03/2008 - 17h57

"Não podemos vencer", diz Hillary sobre o Iraque

Jeff Mason
de Washington
A democrata Hillary Clinton criticou na segunda-feira a guerra do Iraque, que segundo ela deve atingir US$ 1 trilhão e afetar a economia dos Estados Unidos, e voltou a defender a desocupação, já que o conflito se mostra impossível de vencer.

Hillary tenta convencer os norte-americanos de que tem experiência em política externa, em contraposição a Barack Obama, seu rival na disputa pela indicação democrata à Presidência dos EUA.

Ela lembrou que, enquanto Obama promete retirar as tropas do Iraque nos 16 primeiros meses de mandato, uma ex-assessora dele, Samantha Power, disse numa entrevista que esse seria apenas "o melhor cenário".

"Em momentos incertos, não podemos nos dar ao luxo de uma liderança incerta", disse Hillary. Power se afastou da campanha depois de chamar Hillary de "monstro" numa entrevista.

Obama, que costuma criticar Hillary por ter votado como senadora a favor da guerra do Iraque, em 2002, reagiu: "É uma guerra pouco sensata, razão pela qual me opus a ela em 2002 e por isso vou acabar com esta guerra em 2009."

O senador continua na defensiva pela segunda semana consecutiva. Na terça-feira, ele deve fazer um discurso em Filadélfia para tentar contornar a polêmica sobre seu pastor em Chicago, Jeremiah Wright, acusado de colocar idéias antiamericanas em seus sermões.

"Falarei não só sobre o reverendo Wright [que é negro], mas sobre a questão mais ampla da raça nesta campanha", disse Obama fazendo campanha em Monaca, Pensilvânia, Estado que realiza eleições primárias em 22 de abril.

Com relação ao republicano John McCain, Hillary o criticou por apoiar as políticas do governo Bush. "Os dois querem nos manter atados à guerra civil de outro país, uma guerra que não podemos vencer", disse ela. "Isso em resumo é a política Bush/McCain para a guerra: não aprenda com seus erros, repita-os."

A senadora disse que a guerra está solapando o poderio bélico e econômico dos EUA e afetando sua segurança nacional, além de já ter matado 4.000 norte-americanos e deixado milhares de feridos.

"Nossa segurança econômica está em jogo. Levando em consideração os custos de longo prazo para a substituição de equipamentos e o fornecimento de atendimento médico para as tropas e os benefícios dos sobreviventes, a guerra no Iraque pode acabar custando bem mais de 1 trilhão de dólares", afirmou Hillary.

Ela prometeu que, se eleita, vai reunir conselheiros militares em janeiro e pedir a eles um plano para retirar as tropas em 60 dias.

Em entrevista à CNN, McCain disse que uma retirada nesse prazo "significa que a Al Qaeda ganha".

Reportagem adicional de Caren Bohan, na Pensilvânia, e de Andy Sullivan, em Washington

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