UOL Notícias Notícias
 

04/04/2008 - 11h11

Chavez nacionaliza indústria de cimento na Venezuela

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta quinta-feira a imediata nacionalização da indústria de cimento da Venezuela, uma medida que irá afetar a mexicana Cemex, um ano após Chávez lançar uma onda de aquisições estatais.

O presidente lançou no ano passado uma ampla cruzada de nacionalizações nos setores de energia e telecomunicações aos mesmo tempo em que ameaçou ir atrás de indústrias como bancos, cimento e aço.

"Nacionalize. Enquanto falamos, medidas legais estão sendo tomadas... para nacionalizar no curto prazo toda a indústria de cimento", disse Chávez durante discurso televisionado.

Chávez acusava freqüentemente as empresas privadas de cimento de exportar sua produção em vez de abastecer o mercado interno para ajudar a aliviar a escassez de moradias que vem gerando queixa de seus simpatizantes.

Em 2007 ele alertou que "ações corretivas" contra a venezuelana Cemex, divisão local da Cemex, depois que residentes a acusaram de poluição.

Na época, analistas afirmaram que a Cemex era grande o bastante para não ser afetada por um aquisição de suas holdings venezuelanas.

Nas últimas semanas investidores começaram a se preocupar que a terceira maior produtora de cimento do mundo poderia enfrentar lucros baixos como resultado do desaquecimento econômico nos Estados Unidos. Em 2007 a Venezuela adquiriu os ativos da Cementos Andinos, que pertenciam à colombiana Argos.

Chávez ameaçou nacionalizar a produtora de aço Ternium Sidor por queixas sobre o fornecimento interno mas eventualmente negociou um acordo, que evitou a nacionalização, e ameaçou nacionalizar os bancos que acusou de realizarem poucos empréstimos, mas nunca levou esta ameaça adiante.

O anúncio de quinta-feira mostra que Chávez está retornando aos seu estilo combativo de nacionalizações agressivas depois de se focar este ano em questões práticas, seguindo sua derrota no referendo que ampliaria suas diretrizes socialistas.

Ele prometeu combate diário à questões como escassez de alimento e alta criminalidade depois da nacionalização do setor de energia que tirou a Exxon Mobil e a ConocoPhillips do país.

(Reportagem de Brian Ellsworth)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,21
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h35

    0,04
    76.004,15
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host