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09/09/2008 - 14h53

Coréia do Norte celebra 60 anos; Kim ausenta-se e gera boatos

Por Jon Herskovitz e Jack Kim

SEUL (Reuters) - A Coréia do Norte celebrou seus 60 anos de existência com uma enorme parada militar na terça-feira, no momento em que o Estado pária dá sinais de estar abandonando um acordo internacional de desarmamento.

Analistas, porém, indicaram como intrigante o fato de o líder norte-coreano, Kim Jong-il, não ter participado das comemorações.

As Forças Armadas da Coréia do Sul disseram que os vizinhos do norte haviam reunido armamentos durante dias a fim de exibi-los na capital do país em um espetáculo ocorrido pouco depois do surgimento de boatos sobre Kim estar gravemente doente.

Segundo o maior jornal sul-coreano, o Chosun Ilbo, Kim, 66, que estaria sofrendo de uma doença crônica, desmaiou no mês passado. A informação teria partido de um membro dos serviços diplomáticos da Coréia do Sul que trabalha em Londres.

Kim não compareceu à parada militar na qual se exibiram armamentos, legiões de soldados marchando com passo de pato e dezenas de milhares de norte-coreanos gritando palavras de apoio a seu líder em uníssono, segundo mostrou o canal oficial de TV do país, monitorado em Seul.

O dirigente, depois de assumir o comando da Coréia do Norte, esteve presente nas paradas pelos aniversários de 50 anos e de 55 anos do Estado fundado por seu pai, Kim Il-sung.

O estado de saúde de Kim é um dos segredos mais bem guardados da primeira dinastia comunista do mundo, mas o líder norte-coreano em si, em uma cúpula realizada em outubro de 2007 com o presidente da Coréia do Sul, rebateu os boatos sobre estar doente.

"Eu me mexo um pouco e isso gera um monte de notícias", disse Kim em um comentário pouco usual. "Parece que eles são escritores de ficção e não jornalistas."

Os meios de comunicação norte-coreanos registraram pela última vez a aparição de Kim cerca de um mês atrás.

Analistas alertaram, no entanto, para o perigo de se dar importância demais às aparições públicas do dirigente, o qual chega a ficar recluso durante meses para então surgir em visitas a bases militares, fazendas e fábricas, demonstrando, nas palavras da máquina de propaganda da Coréia do Norte, sua devoção incansável pelo Estado comunista.

"Ele talvez não tenha desejado aparecer porque a ajuda internacional está diminuindo e o país pode estar enfrentando dificuldades para distribuir presentes a sua população a fim de celebrar o aniversário", disse Shunji Hiraiwa, professor da Universidade de Shizuoka (Japão).

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