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07/10/2008 - 16h25

Militares tailandeses ajudarão policiais a patrulhar Bangcoc

Por Pracha Hariraksapitak

BANGCOC (Reuters) - As Forças Armadas da Tailândia aceitaram nesta terça-feira colocar soldados nas ruas de Bangcoc para manter a ordem depois de um dia de conflitos entre policiais e manifestantes da oposição, nos quais quase 200 pessoas ficaram feridas.

Segundo a polícia, uma pessoa morreu na explosão de um carro-bomba perto do Parlamento, onde os manifestantes envolvidos em uma campanha de quatro meses para derrubar o atual governo enfrentaram os membros das forças de segurança em meio a nuvens de fumaça de gás lacrimogêneo.

O coronel Sunsern Kaemkumnerd, porta-voz do Exército, rechaçou os rumores de que o país sofreria um novo golpe. Dois anos atrás, os militares tiraram do poder o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, em uma ação que não envolveu qualquer tipo de confronto armado.

"Não vamos carregar armas e patrulharemos as ruas com os policiais", afirmou Sunsern à Reuters.

Pouco depois do amanhecer, quase 70 pessoas ficaram feridas quando policiais retiraram manifestantes concentrados ao redor do Parlamento que tentavam impedir o início de uma sessão legislativa.

Um homem perdeu um pé e um outro teve uma perna arrancada na explosão de cilindros de gás, o que levou o vice-primeiro-ministro do país, Chavalit Yongchaiyudh, a assumir a responsabilidade pelos incidentes e pedir demissão.

Segundo o vice-premiê, a polícia havia recebido ordens para ser comedida em suas ações.

Autoridades da área de saúde disseram que 190 pessoas receberam tratamento devido à inalação do gás lacrimogêneo ou a outros ferimentos sofridos durante o pior incidente de violência de rua a ocorrer na Tailândia desde os sangrentos combates entre o Exército e ativistas pró-democracia em 1992.

"Já que essa ação não resultou no que eu planejava, quero assumir a responsabilidade por essa operação", afirmou Chavalit em sua carta de renúncia.

O afastamento do principal negociador do governo com a Aliança do Povo pela Democracia (PAD) significa um outro golpe aos novos esforços do primeiro-ministro Somchai Wongsawat para colocar fim à longa crise responsável por abalar a confiança dos investidores na Tailândia.

No começo da noite, o PAD controlava vários quarteirões de uma área que abrange o Parlamento, a Universidade Suan Dusit Rajabhat e a sede da polícia. Dois policiais foram atingidos por tiros disparados do lado de fora do Parlamento, afirmaram meios de comunicação tailandeses.

O PAD, uma coalizão de empresários, acadêmicos e ativistas, acusa Somchai de ser um fantoche de Thaksin, cunhado dele. O ex-premiê foi tirado do poder pelo golpe de 2006.

Segundo o grupo, a democracia tailandesa viu-se minada pelo bilionário Thaksin e seus aliados, que venceram com facilidade as últimas três eleições. A entidade defende a implementação de uma "nova política."

"Derrubem o regime Thaksin. Juntos venceremos ou perderemos. Vamos saber isso hoje. Não desistiremos", afirmou Anchalee Paireerak, líder do PAD.

(Reportagem adicional de Nopporn Wong-Anan, Ed Cropley e Adrees Latif)

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