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23/10/2008 - 18h16

EUA pressiona autoridades bolivianas sobre combate a drogas

Por Doug Palmer

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades bolivianas foram duramente questionadas na quinta-feira ao tentarem convencer o governo Bush a revogar a decisão de suspender benefícios comerciais por causa da suposta falta de cooperação do país sul-americano no combate às drogas.

Em uma audiência realizada por várias agências governamentais dos EUA, Bradley Hittle, do Escritório da Política de Controle das Drogas, perguntou ao chefe da divisão boliviana antinarcóticos, Felipe Cáceres, por que seu país havia "ignorado e rejeitado sumariamente" 11 das 12 recomendações dos EUA para melhorar a luta contra as drogas na Bolívia, terceiro maior produtor mundial de cocaína.

"Há alguma chance de que a política mude no futuro próximo na Bolívia?", insistiu Hittle.

"É fácil criticar, observar e talvez propor um plano", respondeu Cáceres, por meio de um intérprete. "Quero reiterar que tivemos resultados de sucesso", acrescentou ele, citando um aumento nas operações antidrogas e na extensão de cultivos de coca destruídos nos últimos anos.

O programa de benefícios comerciais criado há 17 anos pelos EUA estabelece que Bolívia, Equador, Colômbia e Peru cooperem com os Estados Unidos na guerra contra as drogas, a fim de receber isenção alfandegária na exportação da maioria dos seus produtos para os EUA.

O objetivo disso é estimular a criação de empregos fora da produção e tráfico de drogas ilícitas.

O presidente George W. Bush propôs suspender a Bolívia do programa depois de determinar, em setembro, que o país havia "fracassado notavelmente nos últimos 12 meses" em honrar seus compromissos.

A medida reflete o mau momento nas relações entre os dois países desde a posse do presidente esquerdista Evo Morales, em 2006.

No mês passado, Morales expulsou o embaixador norte-americano de La Paz, acusando-o de conspirar com a oposição. Washington respondeu também expulsando o embaixador boliviano.

Além disso, o governo Morales já havia expulsado agentes dos EUA que atuavam na principal região boliviana de produção de coca.

"A idéia de que as preferências comerciais seriam suspensas me atingiu como um balde de água fria", disse Cáceres.

Mas Hittle lembrou a Cáceres que os EUA desenvolveram um plano em 12 etapas para que a Bolívia melhorasse o combate ao tráfico, e que em 2006 e 2007 o país quase já havia sido enquadrado na lista de governos que falham na cooperação internacional contra as drogas.

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