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12/11/2008 - 14h57

ENTREVISTA-Milhões morrerão se ajuda contra Aids parar, diz ONU

Por Bappa Majumdar

NOVA DÉLHI (Reuters) - Milhões de pessoas que sofrem de Aids irão morrer se os grandes doadores que lutam contra a crise financeira global cortarem os fundos, mesmo que por seis meses, disse o diretor da agência da Organização das Nações Unidas para a Aids nesta quarta-feira.

Em tal cenário, os países mais pobres na África e na Ásia seriam os mais afetados, com o acesso à saúde reduzido significativamente, disse o diretor da Unaids, Peter Piot, em entrevista à Reuters.

Especialistas e doadores como o fundador da Microsoft Bill Gates alertaram que a crise financeira global poderá durar dois ou três anos, o que forçaria os países ricos a cortarem os gastos com ajuda na área de saúde.

"Se interrompermos (os financiamentos), mesmo que por seis meses ou um ano, isso resultará em milhões de mortes", disse Piot. "Se interrompermos essas atividades teremos que pagar depois pois mais pessoas serão infectadas."

Estima-se que 33 milhões de pessoas no mundo todo foram infectadas com HIV em 2007, número pouco menor que os 33,2 milhões em 2006, devido aos esforços intensificados para combater a doença, mostraram dados da Unaids.

Cerca de três milhões de pessoas receberam drogas de tratamento para a Aids em países de baixa e média renda, enquanto o número de mortes pela Aids caiu modestamente.

"Países de alta renda, os chamados doadores, podem diminuir o orçamento para a assistência, e este orçamento é absolutamente vital para a sobrevivência de milhões de pessoas nos países mais pobres", disse Piot.

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