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19/11/2008 - 15h52

Al Qaeda está cada vez mais isolada, dizem EUA

WASHINGTON (Reuters) - A mensagem do vice-líder da Al Qaeda, Ayman al Zawahri, criticando o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e defendendo a realização de ataques contra a "criminosa" América, demonstra que a rede militante encontra-se isolada, apesar de ainda representar uma ameaça, afirmou na quarta-feira uma autoridade das forças norte-americanas de combate ao terrorismo.

"A mensagem, previsível quanto a seus tom e conteúdo amargos, é notável principalmente como sinal adicional de que a Al Qaeda encontra-se em rota de colisão com grande parte do mundo. No entanto, mesmo em seu crescente isolamento, esse ainda é um grupo que pode provocar grandes danos", afirmou a autoridade, que não quis ter a identidade revelada.

Na mensagem, Zawahri disse que o futuro presidente fracassaria se adotasse as políticas de George W. Bush (atual líder dos EUA), se reforçasse a presença dos militares norte-americanos no Afeganistão e se não retirasse suas tropas das terras islâmicas.

Também na quarta-feira, o Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que a mensagem do número dois da Al Qaeda não contém indícios de um aumento da ameaça ao território norte-americano.

Questionada sobre se havia algum elemento da mensagem capaz de mudar a avaliação do órgão a respeito da questão, Laura Keehner, porta-voz do departamento, respondeu: "Não que eu tenha visto. Continuamos acreditando que não há indícios palpáveis sugerindo a realização iminente de um ataque contra o território norte-americano neste momento".

O analista Adam Raisman, do grupo Site Intelligence (uma entidade de monitoramento do terrorismo com sede nos EUA), disse que a gravação de áudio com Zawahri representava a primeira manifestação de peso da Al Qaeda sobre a vitória de Obama no dia 4 de novembro. Mas não havia certeza sobre o vice-líder ter gravado a mensagem depois do pleito.

Zawahri parece estar direcionando as atenções da Al Qaeda para Obama, a nova cara da política externa norte-americana, depois de passar vários anos colocando Bush nesse papel e tentando justificar a realização de mais ataques contra os EUA, afirmou Raisman.

Há poucas novidades nas ameaças, disse. "Essa é a mesma mensagem que eles vêm divulgando há alguns anos: 'Ou vocês saem das nossas terras ou sofrerão as consequências'".

Ao acusar Obama de trair as raízes de seu pai muçulmano e ao desmerecê-lo diante do líder negro dos EUA Malcolm X (um muçulmano), Zawahri também parece estar tentando abalar a imensa popularidade internacional do presidente eleito e, diante dos simpatizantes da Al Qaeda, apresentá-lo de forma negativa, disse Raisman.

(Reportagem de Randall Mikkelsen)

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