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19/11/2008 - 17h18

Lamy: acordo comercial é mais vital do que nunca para os pobres

Por Alan Raybould

SIEM REAP, Camboja (Reuters) - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, disse na quarta-feira que um acordo comercial na Rodada de Doha nunca foi tão necessário quanto agora, pois é necessário ajudar os países pobres a enfrentar a crise econômica.

Elogiando o impulso político dado pelos líderes mundiais às negociações comerciais na reunião do G20, Lamy disse em um encontro com nações pobres, realizado no Camboja, que obter um acordo está ao alcance dos países-membros da OMC.

"A comunidade internacional deve se unir tanto no comércio quanto na ajuda", disse ele aos ministros que se reuniram na cidade de Siem Reap para discutir como a ajuda pode ser usada para alavancar a indústria e o desenvolvimento dos países pobres.

A Rodada de Doha foi lançada na capital do Catar, há sete anos, para implementar um comércio livre, visando cortes de subsídios agrícolas e tarifas sobre produtos agrícolas e industriais. O objetivo seria ajudar os países em desenvolvimento.

Mas as negociações chegaram a um impasse devido às discordâncias entre países ricos e pobres e importadores e exportadores.

"No tumulto econômico atual, o que era necessário ontem se tornou indispensável hoje", disse Lamy.

"Acho que há um consenso crescente, que reconhece que somente soluções multilaterais podem lidar com os desafios enfrentados pela economia hoje", acrescentou.

Lamy não disse se será possível reunir os ministros na sede da OMC em Genebra antes do fim do ano, objetivo acordado pelo G20 na cúpula feita em Washington no último fim de semana.

Os países mais pobres, reunidos no Camboja, seriam os maiores beneficiados do sucesso da rodada, já que boa parte de seus produtos teriam acesso ilimitado aos mercados do mundo inteiro.

Em julho, as conversas entraram em um beco sem saída mais uma vez, devido às exigências da Índia, que quer proteger seu enorme setor agrícola no caso de haver excessivas importações, uma eventual consequência do livre comércio.

A Índia não participou da reunião no Camboja.

Elogiando a atuação de Lamy e da OMC, os ministros reunidos reforçaram a necessidade de desenvolver suas indústrias para que possam competir em um mercado livre.

Lamy afirmou que, dentro de uma semana, doadores internacionais vão se reunir no Catar para discutir o financiamento da ajuda em prol do desenvolvimento.

"Sinceramente, espero que a reunião no Catar demonstre a mesma determinação que os líderes do G20 demonstraram em Washington, a fim de manter seus compromissos, não obstante as difíceis circunstâncias econômicas e orçamentárias de hoje."

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