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02/12/2008 - 17h10

Governadores pedem a Obama ajuda aos pobres e à economia

Por Jeff Mason e Jon Hurdle

FILADÉLFIA, Estados Unidos (Reuters) - Governadores norte-americanos pediram nesta terça-feira ao presidente eleito do país, Barack Obama, que despeje dinheiro em obras de infra-estrutura e que ajude os mais pobres em meio a uma crise econômica que abala fortemente os orçamentos estaduais.

Obama, que assume a Presidência dos Estados Unidos no lugar de George W. Bush em 20 de janeiro, prometeu envolver os estados nos planos para combater a recessão e criar ou salvar 2,5 milhões de empregos.

Depois da vitória de 4 de novembro sobre o republicano John McCain, Obama passou a maior parte do tempo formando sua equipe econômica e defendendo um novo pacote de estímulo econômico de grande porte.

"Eu não estou pedindo simplesmente aos governadores do país que ajudem a implantar nosso plano de recuperação econômica. Eu estou interessado em ter a ajuda de vocês para esboçar e definir esse plano econômico", disse Obama em um encontro que contou com a presença de Sarah Palin, governadora do Alasca e ex-candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano.

"Eu vou ouvir vocês, especialmente quando nós divergirmos, porque uma das coisas que me ajudaram muito na minha carreira foi descobrir que eu não sei tudo."

O encontro ocorreu um dia após a confirmação pela Agência Nacional de Pesquisa Econômica de que os Estados Unidos entraram em recessão em dezembro de 2007. A crise, que para muitos economistas vai durar até a metade do próximo ano, já é a terceira mais longa desde a Grande Depressão.

Ed Rendell, governador da Pensilvânia e visto como possível secretário de Energia do governo Obama, abriu o encontro pressionando o Congresso a ampliar os benefícios aos desempregados e a aumentar a disponibilidade de vales-refeição.

"São coisas que não vêm para nós como governadores, que não dizem respeito aos nossos orçamentos, mas que ajudam nossos cidadãos", disse.

Rendell havia dito na segunda-feira que os governadores pediriam 136 bilhões de dólares em recursos para a assistência médica aos mais pobres e para obras de infra-estrutura, que teriam o objetivo de estimular a economia imediatamente.

Obama reconheceu que, diferentemente do governo federal, os estados norte-americanos precisam equilibrar o orçamento. Ele disse que medidas imediatas são necessárias para ajudar a lidar com a crise.

"Quarenta e um dos estados representados aqui devem ter buracos no orçamento neste ano ou no próximo, forçando o corte de gastos ou o aumento de impostos", afirmou Obama. "Para resolver essa crise e diminuir o peso sobre os estados, precisamos tomar atitudes, e precisamos tomar atitudes rápidas."

Quase todos os 50 governadores compareceram ao evento, incluindo o representante da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, que na segunda-feira declarou estado de emergência fiscal e convocou os parlamentares para uma sessão especial com o objetivo de resolver o déficit orçamentário crescente.

(Reportagem adicional de Deborah Charles e Lisa Lambert)

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