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02/01/2009 - 11h49

Islâmicos pedem vingança enquanto Israel mantém ofensiva em Gaza

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Islâmicos palestinos prometeram vingança contra Israel na sexta-feira pela morte de um importante líder do Hamas e da família dele, alegando que todas as opções agora estão abertas, incluindo atentados suicidas, para "atingir interesses sionistas em todo lugar".

No sétimo dia de ofensiva visando parar os ataques com foguetes do Hamas contra cidades do sul de Israel, caças israelenses atingiram 20 alvos e combatentes islâmicos dispararam foguetes contra o porto de Ashkelon, mais uma vez ofuscando as esperanças internacionais de um cessar-fogo.

Um dos bombardeios aéreos de Israel matou três crianças palestinas, com idades entre 8 e 12 anos, que estavam brincando em uma rua de Gaza, disseram médicos.

O ataque perto da cidade de Khan Yunis foi um dos mais de 30 lançados até sexta, o sétimo dia de ofensiva.

Na Cidade de Gaza, a menos de 20 quilômetros ao sul, centenas de pessoas com passaportes estrangeiros embarcaram em ônibus para deixar a Faixa, com a ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e o consentimento israelense.

"A situação é muito ruim. Tememos por nossas crianças", disse a moldávia Ilona Hamdiya, casada com um palestino. "Estamos muito agradecidos a nossa embaixada."

Eles deixaram para trás 1,5 milhão de palestinos impossibilitados de fugir do conflito na região, que acordou para um novo dia de bombardeios, mísseis, eletricidade oscilante, filas para o pão, janelas seladas e ruas repletas de estilhaços de vidro e escombros.

"Nós não descansaremos até destruir a entidade sionista", disse o líder do Hamas Fathi Hammad no funeral de Nizar Rayyan, morto com suas quatro esposas, oito filhos e quatro vizinhos por um míssil israelense que atingiu a casa dele na quinta-feira.

O porta-voz Ismael Rudwan disse que "seguindo-se a esse crime, todas as opções estão agora abertas, incluindo operações de martírio para deter a agressão e atingir os interesses sionistas em todo lugar".

Israel fechou as fronteiras da Cisjordânia para negar a entrada à maioria dos palestinos e intensificou a segurança nos postos de fiscalização.

Um site pró-Hamas pediu que os palestinos fossem às ruas em protesto.

Ataques aéreos israelenses mataram dois palestinos em uma casa, que segundo Israel abrigava um túnel e um depósito de armas.

O número total de mortos subiu para 421, com alguns feridos gravemente não resistindo e morrendo. Um quarto das vítimas é composto por civis, estima a Organização das Nações Unidas (ONU).

Aproximadamente 2 mil palestinos foram feridos. Os foguetes de Gaza, que mataram quatro israelenses na semana passada, feriram sem gravidade duas pessoas em Ashkelon.

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