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02/02/2009 - 21h27

Após reunião ministerial, Mantega diz que governo reforçará PAC

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que o governo pretende reforçar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para estimular a atividade em meio à crise financeira global.

"Vamos reforçar o PAC", afirmou Mantega a jornalistas após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros na Granja do Torto, sem dar detalhes.

Segundo o ministro da Fazenda, durante a reunião ministerial, que durou o dia inteiro, Lula orientou seus ministros a manterem os programas de investimento de suas áreas e cobrou "ousadia".

"Não vamos seguir a rota da desaceleração econômica", disse Mantega. Ele afirmou que a idéia do governo é reduzir gastos em custeio para garantir a manutenção dos investimentos.

Na semana passada, no entanto, o Ministério do Planejamento anunciou um bloqueio de 37,2 bilhões de reais no Orçamento de 2009, dos quais 14,6 bilhões de reais eram relativos a despesas de investimento.

"O contingenciamento dos investimentos, se houve, é provisório", afirmou Mantega.

Também durante a reunião com seus ministros, o presidente Lula avaliou que o Brasil ainda não conseguiu reconstituir o volume de crédito anterior à crise, ainda segundo relato de Mantega.

"Temos que achar uma solução", afirmou Mantega, também sem entrar em detalhes.

O ministro disse estar certo de que o spred bancário --diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa de juro cobrada dos clientes-- pode ser reduzido no país.

De acordo com ele, um levantamento do que está por trás do spread está sendo finalizado por uma comissão do governo, criada a pedido de Lula.

Ao comentar a piora do saldo comercial do país, que em janeiro registrou um déficit de 518 milhões de dólares, o primeiro resultado negativo desde março de 2001, Mantega disse que o resultado espelha a redução do comércio mundial e a menor demanda por commodities.

Ele falou que um dos caminhos que o Brasil buscará para se contrapor a essa tendência é procurar estimular o comércio em moeda local com países como Paraguai, Uruguai e Bolívia, a exemplo do que já é feito com a Argentina.

Mantega rechaçou, ainda, o aumento de barreiras comerciais como alternativa para conter o déficit.

"Não vamos permitir a volta do protecionismo", disse o ministro

SEM SURPRESAS

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, disse que o presidente Lula foi informado durante todo dia sobre o andamento da votação das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado.

Os parlamentares Michel Temer (PMDB-SP) e José Sarney (PMDB-AP) foram eleitos, respectivamente, para a presidência das duas casas nesta segunda-feira .

"O Palácio tem a consciência tranqüila de que as casas estão em mãos experientes", afirmou Múcio a jornalistas.

Ele negou, ainda, que a eleição no Congresso vá desencadear mudanças no ministério de Lula.

(Por Isabel Versiani)

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