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20/06/2009 - 10h06

Iraque declara vitória enquanto tropas dos EUA deixam cidades

Por Khalid al-Ansary

BAGDÁ (Reuters) - O primeiro-ministro do Iraque declarou vitória neste sábado em meio ao início da retirada de tropas de combate dos Estados Unidos de cidades do país. O premiê pediu para a população não perder a fé se a retirada das forças resultar em ataques.

Como parte de um pacto de segurança assinado entre Bagdá e Washington no ano passado, as forças de combate dos EUA precisam deixar centros urbanos até 30 de junho e a força completa que invadiu o país em 2003 precisa se retirar até 2012.

"É uma grande vitória para os iraquianos no sentido de que estamos dando o primeiro passo para o fim da presença estrangeira no Iraque", disse Nuri al-Maliki durante reunião de líderes da comunidade étnica do Turcomenistão.

"Eu, e vocês, estamos certos de que muitos não queriam que tivéssemos sucesso para comemorarmos esta vitória. Eles estão prontos para se esconder para tentar desestabilizar a situação, mas nós estaremos prontos para eles, se Deus quiser."

Uma série devastadora de ataques a bomba em abril lançou dúvidas sobre a capacidade das forças de segurança iraquianas de assumir a tarefa das tropas norte-americanas de proteger a população contra insurgentes principalmente sunitas, incluindo a al Qaeda, e outros grupos violentos.

Mas o banho de sangue retrocedeu de maneira significativa em maio e junho tem visto alguns ataques de grande escala.

Não está claro se isso se deve aos esforços da polícia e soldados iraquianos ou se isso significa que os grupos insurgentes, duramente perseguidos nos últimos dois anos na maior parte do Iraque, agora estão sem organização e apoio para sustentar suas ações.

Neste sábado, um caminhão bomba explodiu em uma mesquita do país deixando pelo menos 34 mortos.

"Não percam a fé se brechas de segurança ocorrerem aqui ou ali", disse Maliki, reiterando alerta de que insurgentes podem tentar aproveitar a retirada norte-americana para lançar mais ataques. Analistas alertaram também que pode haver uma alta na violência antes das eleições parlamentares marcadas para janeiro.

Maliki, um xiita, pediu unidade nacional entre os grupos dispersos do Iraque, mas aproveitou a oportunidade para apunhalar os sunitas, que dominaram o Iraque durante o regime de Saddam Hussein e formaram o núcleo da resistência à invasão do país pelos EUA.

Muitos sunitas não confiam em Maliki e temem que o primeiro-ministro não está interessado o suficiente em dar uma fatia justa do poder a eles, que reprimiram a maioria xiita do país sob Saddam.

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