UOL Notícias Notícias
 

23/07/2009 - 15h40

Confiança do consumidor aproxima-se de nível pré-crise

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro medida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) melhorou em julho e reaproximou-se do nível visto antes do aprofundamento da crise global.

O índice subiu 2,8 por cento frente a junho e atingiu 111,4 pontos, "praticamente retornando ao patamar de setembro de 2008, considerando-se dados com ajuste sazonal", informou a FGV nesta quinta-feira.

"O consumidor está numa zona de otimismo moderado. O índice se distancia da média histórica e se aproxima da satisfação plena observada entre 2007 e a abril de 2008", disse o economista da FGV Aloísio Campelo.

"Esse humor melhor é uma combinação de vários fatores como recuperação da economia, inflação mais baixa, melhoras no mercado de trabalho e medidas de incentivo tributário do governo."

Tanto as avaliações sobre o presente quanto as previsões para os próximos meses melhoraram.

O índice da situação atual também aumentou 2,8 por cento, para 110,9 pontos.

O índice de expectativas avançou pelo quinto mês seguido. Com acréscimo de 2,9 por cento, esse componente atingiu 111,8 pontos --patamar mais alto desde maio do ano passado.

A avaliação feita pelos consumidores sobre a situação econômica local neste momento foi também a mais favorável desde setembro.

"A proporção dos que a avaliam como boa foi de 11,5 por cento do total e a dos que a julgam ruim ficou em 34,9 por cento. Em setembro passado, essas parcelas haviam sido de 16,6 e 35,1 por cento, respectivamente", detalhou a FGV.

A sondagem é realizada com base numa amostra de mais de 2.000 domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados foi realizada entre os dias 1o e 20 de junho de 2009.

2o SEMESTRE

Segundo a FGV, os dados dos últimos meses apontam perspectiva positiva para o segundo semestre. "A sensação é de que o pior está passando e que o ambiente vai ser mais favorável", acrescentou Campelo.

O número de consumidores que acham que está mais fácil conseguir uma vaga aumentou. Ao mesmo tempo, caiu o contingente de pessoas que encontram dificuldades de entrar no mercado.

"Olhando para os próximos seis meses, pela primeira vez desde setembro a pesquisa mostrou que há mais gente achando que será mais fácil conseguir emprego."

(Por Rodrigo Viga Gaier e Daniela Machado; Edição de Paula Laier)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h19

    0,80
    3,153
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h25

    -0,97
    74.657,83
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host