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28/07/2009 - 12h39

FMI: Emergentes demandarão até US$900 bi em reservas

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira estimativa de que os mercados emergentes, excluindo China e exportadores de petróleo, podem ter uma necessidade de reservas entre 400 bilhões e 900 bilhões de dólares nos próximos cinco anos, enquanto os países se recuperam da crise financeira global.

O FMI informou também que a necessidade de reserva do grupo de 119 países emergentes que acompanha, também excluindo China e os exportadores de petróleo, pode ficar em algo em torno de 1,3 trilhão e 2 trilhões de dólares nos próximos 10 anos.

"Existe um potencial para uma demanda futura por reservas cada vez maior que o esperado", alertou o FMI, acrescentando que suas estimativas presumem que não haja uma nova hemorragia de reservas além de 2009.

"Superando a crise, muitos países na verdade desejam ter cada vez mais colchões de reservas e proteção, porque crises estão sendo acontecimentos recorrentes", avaliou o fundo.

As projeções foram incluídas no relatório do FMI publicado nesta terça-feira, que esboçou uma proposta para alocar 250 bilhões de dólares em Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) --criados pela organização em 1969 como uma reserva internacional de ativos-- a seus 186 países membros para impulsionar a liquidez global.

A proposta foi aprovada pelo quadro de dirigentes do FMI em 20 de julho e a alocação pode ser realizada até o fim de agosto, seguindo votação dos membros do organismo.

No relatório, o FMI informa que as reservas internacionais foram substancialmente drenadas, enquanto os governos tentam proteger suas economias do impacto da crise e da recessão global. As necessidades futuras para reconstruir os níveis de reservas serão "grandes", destacou o Fundo.

Muitos países venderam reservas para impulsionar a liquidez monetária externa, enquanto outros forneceram instrumentos de moeda estrangeira para ajudar o setor privado a lidar com o colapso global de crédito e a queda dramática no fluxo de capital privado.

O FMI divulgou que as estimativas para o fluxo líquido de entrada de capital privado em países em desenvolvimento são de redução de 100 bilhões de dólares em 2009.

"Os riscos para os fluxos de capital devem permanecer até a estabilidade financeira se recuperar, o que deve levar tempo", acrescentou o organismo.

(Reportagem Lesley Wroughton)

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